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Mundo

Reunião entre Ucrânia e Rússia em Berlim termina sem avanços concretos

Após encontro com chefes da diplomacia de Kiev e Moscou, ministro alemão classifica situação como difícil e não consegue saída para impasse sobre comboio. Ucraniano acena com possibilidade de novas conversas.

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Klimkin, Fabius, Steinmeier e Lavrov na capital alemã

Terminou na noite de domingo (17/08), sem avanços concretos, a reunião entre os chefes da diplomacia de Rússia e Ucrânia mediada por Alemanha e França em Berlim.

Sozinho diante da imprensa, o ministro do Exterior alemão, Frank-Walter Steinmeier, disse haver certa disposição das partes ao diálogo, mas não escondeu o pessimismo após uma semana de desencontros, reprovações mútuas e escalada da violência no leste ucraniano.

"A situação na Ucrânia continua difícil. As notícias mostram que estamos longe de um fim para o conflito. Pessoas ainda estão morrendo. Nós não temos nenhum cessar-fogo. Estamos longe de uma solução política", afirmou Steinmeier.

O encontro em Berlim reuniu, além de Steinmeier, os ministros do Exterior Serguei Lavrov (Rússia), Pavlo Klimkin (Ucrânia) e Laurent Fabius (França). A reunião abordou desde assuntos imediatos, como o impasse em torno do comboio de ajuda humanitária enviado por Moscou ao leste ucraniano, a objetivos de pacificação da região a longo prazo.

Steinmeier esboçou um panorama sombrio ao afirmar que a situação, já complicada, pode piorar. Ele lembrou que a população civil esté em uma situação de "necessidade", que as negociações são "complexas" e que, no passado, tanto Rússia quanto Ucrânia descumpriram suas promessas sistematicamente.

"O verdadeiro drama é que todos os acordos anteriores entre as duas partes não foram cumpridos", disse.

Deutschland Russland Krisentreffen in Berlin Steinmeier

Steinmeier, sozinho, comparece à imprensa

Tropas de Kiev progridem

Segundo Steinmeier, os ministros vão reportar o conteúdo da reunião a seus respectivos governos e, na terça-feira, poderá ser decidido sobre um novo encontro.

Após a reunião, o chanceler ucraniano usou o Twitter para ressaltar a dificuldade das negociações. "Foram cinco horas de conversas extremamente difíceis", escreveu Klimkin. "Para alcançar progresso, pode ser necessário se reunir várias vezes mais por cinco horas."

Ucrânia e Rússia vêm trocando farpas há dias sobre o comboio de 280 caminhões russos estacionado na fronteira ucraniana. Kiev teme que os russos, alegando carregarem ajuda humanitária, usem os veículos para levar armas aos rebeldes.

No domingo, após intensos combates, forças ucranianas conseguiram avanços significativos na cidade de Lugansk, um dos redutos dos separatistas pró-Rússia no leste do país.

Informações do governo de Kiev dão conta de que tropas do Exército retomaram uma estação policial distrital no subúrbio da cidade, um centro industrial de 420 mil habitantes.

Os quatro meses de combates já custaram mais de 2.100 vidas, deixando a região à beira de uma catástrofe humanitária.

RPR/ dpa/ rtr

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