1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Republicanos discordam sobre reforma da imigração

Um dos principais pontos do quarto debate entre os pré-candidatos à Casa Branca, a imigração ilegal dividiu opiniões. Trump foi novalmente alvo de ataques por "suas visões desconectadas do mundo real".

Os pré-candidatos do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos mostraram fortes diferenças sobre a reforma da imigração, no quarto debate das prévias, realizado na noite de terça-feira (10/11), em Milwaukee, no estado de Wisconsin. O desempenho sólido de Jeb Bush serviu para aliviar o desespero que se instalou na campanha do ex-governador da Flórida, depois de suas fracas participações em encontros anteriores.

O magnata do setor imobiliário Donald Trump insistiu em seu plano de deportar 11 milhões de pessoas que se encontram ilegalmente no país e de construir um muro ao longo da fronteira com o México.

Já o ex-governador da Flórida Jeb Bush disse que plano é insustentável, afirmando que expulsar milhões imigrantes não é possível. "Não condiz com os valores americanos e dividiria as comunidades", acrescentou. Bush disse também que as declarações de Trump acabam fortalecendo a campanha de Hillary Clinton, do Partido Democrata.

O governador de Ohio, John Kasich, também afirmou que o plano de Trump nunca iria funcionar. "Pense nas famílias", pediu Kasich, que propôs que os imigrantes ilegais que respeitam a lei paguem uma multa para que possam permanecer no país.

O debate foi caracterizado por uma chuva constante de ataques contra Donald Trump, e participações consistentes dos senadores Marco Rubio, da Florida, e Ted Cruz, do Texas.

"Polícia do mundo"

Entretanto, quem deixou o palco Teatro Milwaukee mais aliviado após o encontro de duas horas foi Bush, que havia sido superado nos três debates anteriores, levando sua campanha a sofrer perda do apoio dos eleitores republicanos e uma queda nas doações financeiras.

Trump, o bilionário que durante meses liderou as pesquisas de opinião na corrida republicana, deu abertura a Bush quando disse que não tem nada contra o presidente russo, Vladimir Putin, mandar "o Estado Islâmico para o inferno" na Síria e no Iraque.

Ele reclamou que grandes potências europeias não estão fazendo o suficiente militarmente e chamou a Alemanha de "tremendo gigante econômico" que deve fazer mais pela própria defesa. "Nós não podemos continuar a ser a polícia do mundo", disse Trump. "Devemos 19 trilhões de dólares, temos um país que está indo para o inferno", disse. "Temos de começar a investir dinheiro em nosso país."

Bush discordou de Trump, afirmando que a visão do empresário em relação à política de Putin para a Síria parece a de aguém jogando "banco imobiliário". "Não é assim que o mundo real funciona", observou o ex-governador, acrescentando que os EUA "não são a policia do mundo, mas é melhor que sejamos líderes do mundo". Ele também propôs que o país estabeleça uma zona de exclusão aérea na Síria.

Bush, aparentemente, foi capaz de frear a tendência de queda em sua campanha, ganhando tempo para recuperar o equilíbrio na corrida republicana e se preparar para o próximo debate, previsto para ser realizado no dia 15 de dezembro, em Las Vegas.

A corrida pela nomeação republicana chega a um ponto crítico, com o neurocirurgião aposentado Ben Carson e Trump lutando para se manterem no topo das pesquisas, e Rubio tentando aproveitar o momento para se destacar nos debates subir nas pesquisas.

MD/dpa/efe/rtr

Leia mais