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Mundo

Republicanos criticam apoio alemão a negociações com Irã

Após ministro alemão do Exterior afirmar que carta divulgada por senadores americanos dificulta negociações sobre programa nuclear iraniano, senador John McCain diz que país não tem "credibilidade" para falar do assunto.

Os republicanos rebateram com acidez as críticas feitas pela Alemanha sobre uma carta divulgada por eles ameaçando quebrar qualquer acordo fechado agora com o Irã caso assumam a Casa Branca. Nesta quinta-feira (12/03), após o ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, dizer que a mensagem poderia colocar em risco as costuras feitas até agora, o senador John McCain disse que Steinmeier não tem "credibilidade" para criticar a posição republicana.

"O ministro do Exterior alemão é a mesma pessoa que se recusa – assim como seu governo – a impor qualquer restrição ao comportamento de Vladimir Putin, que está matando ucranianos enquanto nós conversamos aqui", disse McCain a repórteres. "Para mim, ele não tem credibilidade alguma."

O senador republicano ainda afirmou que Steinmeier faz parte da escola de diplomacia de "Neville Chamberlain", uma referência ao ministro britânico que, em 1938, assinou o Acordo de Munique, concedendo algumas áreas da então Tchecoslováquia à Alemanha de Adolf Hitler.

McCain não foi o único a relembrar a Segunda Guerra para rebater as críticas do ministro alemão. Em entrevista a uma rádio, o senador republicano Ted Cruz declarou que o que ele considera uma capitulação dos Estados Unidos e da Europa ao Irã lembra a política de apaziguamento junto a Hitler, e que o momento lembra "Munique em 1938".

USA Deutschland Frank-Walter Steinmeier bei John Kerry in Washington

Steimener e Kerry discutiram os próximos passos das negociações com o Irã em Washington

Dificuldades às negociações

Em seu segundo dia de visita diplomática aos Estados Unidos, Steinmeier fez coro com a Casa Branca nas críticas à carta assinada por 47 senadores na qual eles são categóricos: um eventual acordo com Teerã só será válido durante a gestão do presidente democrata Barack Obama. O ministro afirmou que o posicionamento dos republicanos torna as coisas mais difíceis.

"De repente, o Irã pode nos questionar: 'as propostas de vocês são realmente confiáveis, se 47 senadores dizem que, não importa o que o governo concordar agora, depois poderão tirar da mesa de negociação?'", disse Steinmeier na quinta-feira em Washington.

O ministro ressaltou que os líderes ocidentais não estão tratando de "causas pequenas". "Esta não é uma questão política interna americana", ressaltou. Alemanha, França, Reino Unido, Rússia e China também participam como parceiros dos EUA nas negociações com o Irã.

Líderes ocidentais acusam o governo iraniano de desenvolver armas nucleares sob o pretexto de um programa nuclear civil. Teerã nega a intenção.

Na próxima segunda-feira, o ministro iraniano do Exterior, Mohammad Javad Zarif, participará em Bruxelas de um encontro com Steinmeier, o secretário americano de Estado, John Kerry, e os ministros do Exterior da França, Reino Unido, Rússia e China em mais uma tentativa de se chegar a um acordo até o fim de março. Países ocidentais estão dispostos a afrouxar as sanções impostas ao Irã caso se chegue a um acordo.

MSB/dpa/rtr/afp/ap

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