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Eleição na Alemanha

Repercussão pelos quatro cantos do mundo

Não foi somente a imprensa alemã que dedicou as primeiras páginas à mudança de governo na Alemanha sob a batuta da democrata-cristã Angela Merkel. Jornais europeus e americanos também comentaram o fato histórico.

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Imprensa mundial comenta eleição de Angela Merkel

A troca do poder na Alemanha é fato consumado. Depois de abordar por semanas as incertezas a respeito da formação do governo, a imprensa mundial repercute, agora, o significado da presença de uma mulher no mais alto cargo político do país.

O jornal Süddeutsche Zeitung, de Munique, destaca a eleição como um passo decisivo na história da igualdade de direitos. Conforme o artigo, "30 anos depois de a ONU ter instituído o Ano Internacional da Mulher, ele começa na Alemanha". Naturalmente, a "confirmação do nome de Merkel não é uma questão de direito, mas sim de poder", ressalta o periódico.

Também positiva é a abordagem do Märkische Oderzeitung, de Frankfurt do Oder (Leste alemão), que dá destaque à origem de Merkel: "Uma chanceler, e ainda do Leste alemão, é extraordinário". De acordo com o texto, o fato deve ser comemorado. "Por que não uma mulher? Golda Meir, Indira Gandhi e Margaret Thatcher foram excelentes líderes. E agora (uma mulher) na Alemanha do século 21."

Contagem de votos

Bildgalerie Nach den Wahlen Presseschau

Jornais se ocuparam durante semanas com as possíveis coalizões

Para o Lübecker Nachrichten, de Lübeck, Angela Merkel teve que aceitar os votos contrários dentro da própria coalizão. "Um fato secundário, que não será decisivo para o sucesso político da chanceler", complementa o diário.

O artigo continua, explicando que a sobrevivência de Merkel no governo durante toda a legislatura não dependerá de votos a mais ou a menos. Conforme a opinião do jornal, não depende também das feições de seu rosto e de como ela se veste. "Decisivo será se houver avanço no crescimento e na geração de empregos", conclui.

Outro periódico que considera pouco importante o número de votos recebido por Merkel é o Thüringer Allgemeine, de Erfurt. "Não é o momento de contar os feijões. Se foram 397 ou 400 votos, é totalmente irrelevante", critica o artigo. "Apesar de muitos desejarem o contrário, Angela Merkel foi eleita por uma maioria satisfatória."

Um mar de rosas

Die designierte Bundeskanzlerin Angela Merkel waehrend einer Fraktionssitzung in Berlin am Montag, 21. November 2005.

Periódicos enfatizam a difícil trajetória de Merkel até a Chancelaria Federal

Seguindo o artigo, a única coisa que conta, agora, é com que rapidez o novo governo dará os primeiros passos. Também para o TZ, de Munique, os votos contra já são passado, "sobretudo quando se considera quais obstáculos Merkel já ultrapassou", aponta o jornal.

O periódico destaca que "é a primeira vez que a Alemanha pós-reunificação tem um líder do Leste". De qualquer forma, a trajetória de "Angie" até o posto mais alto do Executivo não foi fácil. Para o Frankfurter Allgemeine Zeitung, "a dependência da futura linha do SPD é a grande fraqueza da nova chanceler".

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