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Mundo

República Democrática do Congo confirma dois primeiros casos de ebola

Costa do Marfim fecha fronteira para evitar entrada de pacientes contaminados com ebola da Guiné e Libéria. Serra Leoa aprova lei que prevê detenção de quem esconder doentes das autoridades.

O aumento diário de número de contaminações e de mortes continua espalhando pânico pelo continente africano. Neste domingo (24/08), o governo da República Democrática do Congo confirmou os primeiros dois casos de morte por ebola no país. Das oito amostras de sangue de pessoas que morreram com os sintomas, duas confirmaram a presença do vírus, segundo informou o ministro da Saúde, Felix Kkabange Numbi.

No sábado, a Costa do Marfim fechou suas fronteiras terrestres com os vizinhos Guiné e Libéria, seriamente atingidos pelo vírus letal. A medida segue uma tendência entre os países africanos próximos da região afetada pela epidemia.

Durante a semana, a companhia aérea queniana Kenya Airways cancelou seus voos para a Libéria e Serra Leoa. Camarões fechou a fronteira com a Nigéria. A própria Costa do Marfim já havia proibido o trânsito em suas águas de navios vindos de nações com registros de ebola.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) atualizou na sexta-feira os números do ebola, com o registro de 142 novos pacientes. Até agora, 2.615 pessoas foram infectadas pelo vírus, das quais 1.427 morreram.

Dois alarmantes novos casos de ebola foram registrados na Nigéria, elevando para 16 o número de contaminados no país. Eles chamam a atenção por evidenciarem uma ampliação do círculo de pessoas contaminadas pelos assistentes que trataram um passageiro infectado pelo ebola, desembarcado em julho em Lagos.

Patrick Sawyer chegou doente à metrópole nigeriana após ter passado pela Libéria – o país mais afetado pelo vírus até agora, com 1.082 infectados e 624 mortes. Os dois assistentes que trataram de Sawyer, um homem e uma mulher, morreram. Os dois novos infectados são seus cônjuges.

Lei obriga registro

A fim de garantir o registro e o acompanhamento de todos os casos de ebola no país, o governo de Serra Leoa aprovou uma lei que permite a prisão de quem tentar esconder vítimas do vírus. Essa prática, segundo a OMS, pode ter levado a que se subestimasse seriamente as dimensões do atual surto na região.

A nova lei, uma reedição do Ato de Saúde Pública de 1960, foi aprovada na sexta-feira e prevê detenção de até dois anos a quem violá-la. O deputado Ansumana Jaiah Kaikai explicou que o objetivo é compelir a população a colaborar com os agentes públicos.

Kaikai conta que muitos moradores têm resistido às medidas para conter o avanço da doença no país, entre elas a construção de centros de isolamento nas comunidades. Serra Leoa vem sendo fortemente atingida pelo recente surto, tendo registrado, até agora, 910 casos e 392 mortes, segundo a OMS.

MSB/ap/rtr

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