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Mundo

Repórter do Washington Post é condenado à prisão no Irã

Tribunal em Teerã não divulgou detalhes sobre a sentença do jornalista Jason Rezaian, condenado por espionagem. Editor da publicação americana considerou decisão "uma fraude".

A justiça do Irã divulgou neste domingo (22/11) que o jornalista americano Jason Rezaian, correspondente do Washington Post em Teerã, foi condenado à prisão por espionagem. Não foram divulgados detalhes sobre a sentença do Tribunal Revolucionário de Teerã.

Segundo a agência oficial iraniana Irna, o porta-voz do Poder Judiciário, Mohseni Ekhei, afirmou que a sentença ainda não foi oficialmente transmitida a Rezaian, jornalista irano-americano que foi detido, junto com sua esposa, também jornalista, e dois amigos, em Teerã, em julho de 2014.

Após várias semanas, todos foram libertados, com exceção de Rezaian, que após mais de dez meses de encarceramento foi finalmente acusado pela promotoria de espionagem, por "ter compilado informações sobre temas das políticas interna e externa iraniana, e fornecê-las a pessoas indevidas". Além disso, também foi acusado de "cooperar com estados hostis e fazer propaganda contra a República Islâmica".

Em 22 de julho, quando a prisão de Rezaian completou um ano, familiares anunciaram a apresentação de um pedido de ajuda à Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas para a sua libertação. O jornalista nasceu nos EUA, onde passou a maior parte da sua vida, mas também possui cidadania iraniana. O Irã, no entanto, não reconhece a dupla nacionalidade para seus cidadãos.

Desde o momento em que foi detido, os parentes do jornalista e a direção do Washington Post consideraram não existir nenhum motivo para que Rezaian continue preso e afirmaram que o processo foi uma "ferramenta" para influenciar as negociações do pacto nuclear do Irã com o G5+1, assinado em 14 de julho.

O editor de assuntos internacionais da publicação americana, Douglas Jehl, comentou a condenação de Rezaian à agência de notícia Associated Press. "Cada dia que Jason passa na prisão é uma injustiça. Ele não fez nada de errado. Mesmo após ele passar 487 dias na prisão, o Irã não produziu nenhuma prova de que ele tenha feito algo. O julgamento e a sentença são uma fraude. Ele deveria ser libertado imediatamente", disse.

JPS/ap/efe

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