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Mundo

Renzi promete aplicar toda sua energia para formar governo na Itália

Indicado por Napolitano para formar governo, Matteo Renzi buscará manter aliança que sustentou curta gestão de Enrico Letta e promete reformas radicais para tirar Itália da crise.

O presidente italiano, Giorgio Napolitano, incumbiu o prefeito de Florença e líder do Partido Democrata, Matteo Renzi, de formar um novo governo na Itália na manhã desta segunda-feira (17/02). Renzi aceitou o pedido e prometeu aplicar toda sua "energia, entusiasmo e compromisso" no novo governo.

Se confirmado no cargo, Renzi, de 39 anos, será o premiê mais jovem da história do país desde sua unificação. Para isso, no entanto, o líder do Partido Democrata terá primeiro de negociar com outros grupos políticos para conseguir a maioria no Parlamento, para depois se submeter a um voto de confiança, previsto ainda para esta semana.

Renzi disse que começará as conversas com outros partidos nesta terça-feira. "Nós vamos demorar o tempo que precisarmos, com o conhecimento de que há um senso de urgência e que este é um tempo extremamente delicado e importante", disse Renzi após sua reunião com Napolitano.

Italien Regierung Matteo Renzi 17.02.2014

Renzi chega para encontro com o presidente

Ele buscará inicialmente manter a aliança que sustentou o governo de Letta, apoiando-se no Partido Nova Centro-Direita, formado por dissidentes do partido do ex-premiê Silvio Berlusconi.

A tendência é que a coalizão anterior do Partido Democrata permaneça intacta, apesar das declarações de Angelino Alfano, líder do Partido Nova Centro-Direita, de que a parceria com Renzi ainda não era certa. A legenda de Alfano constitui uma parte pequena da coalizão, mas seus votos são importante porque, sem eles, Renzi não tem maioria no Parlamento.

Renzi prometeu um radical programa de reformas para começar um processo de revitalização da terceira maior economia da zona do euro. "A era Matteo Renzi começa hoje. Se será longa ou fugaz, destinada a mudar a Itália ou terminar apenas num jogo de poder, nós não podemos saber", afirmou o analista politico Stefano Folli no jornal italiano Il Sole 24 Ore.

Se conseguir fechar uma aliança, Renzi substituirá seu colega de partido Enrico Letta, que entregou o cargo de primeiro-ministro na sexta-feira passada. Os dois trocaram farpas nos últimos meses e Letta foi acusado por Renzi de fracassar em promessas de reforma durante seu curto período à frente do governo.

A chegada de Renzi à cúpula do poder italiano é vista com bons olhos por investidores. Analistas, entretanto, ainda têm dúvidas se ele terá a maturidade política necessária para ajudar a recuperar o país. "Ele precisa desesperadamente de figuras de excelência [no gabinete], figuras novas, se possível", afirmou o editorialista do Corriere della Sera Antonio Stella.

Caso o líder do Partido Democrata seja confirmado primeiro-ministro, ele será o terceiro premiê consecutivo a ser nomeado sem ter ganhado uma eleição. Letta foi eleito para comandar um governo de centro-esquerda num pleito sem um claro vencedor. Antes, Mario Monti assumiu após a renúncia de Berlusconi durante a crise da dívida na zona do euro em 2011.

A economia italiana cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2013. Depois de ter entrado em sua pior depressão do pós-Guerra em meados de 2011, o país agora tenta se recuperar de uma alta taxa de desemprego e uma dívida pública que soma cerca de 2 trilhões de euros.

RM/rtr/afp/dpa

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