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Alemanha

Rendição ao Big Brother?

Em nome da segurança, surgem cada vez mais métodos de controle de informação. Na Alemanha, a resistência da sociedade contra o técnicas de vigilância é mínima. O semanário "Die Zeit" analisa.

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Rodovias alemãs sob a mira de câmeras de vigilância

Com a possível introdução do pedágio obrigatório para caminhões, em 31 de agosto, surgirá um novo sistema de vigilância via satélite na Alemanha. Um computador instalado no veículo registra as distâncias e calcula automaticamente o valor do pedágio. Todos os dados são enviados a uma central que acerta as contas diretamente com as transportadoras. A princípio, isso só valeria para caminhões; caso o sistema viesse a ser instalado em veículos particulares, qualquer movimento motorizado cairia na mira de uma vigilância central.

Controlar é prático – Grande parte dos alemães não vê mal nisso, sobretudo porque o sistema facilita a vida de todos. Para outros, no entanto, este tipo de "simplificação" através da tecnologia abre caminho para um controle social cada vez mais abrangente – conforme alerta o semanário Die Zeit. E é justamente isso que está acontecendo. As possibilidades técnicas de vigilância vêm aumentando num ritmo cada vez mais acelerado, tanto no setor público como na iniciativa privada. A campeã entre as cidades alemãs é Leipzig, onde uma única câmera registra todo o movimento em torno da estação ferroviária central. Mas isso não é tudo: a idéia é estender este tipo de vigilância para todo o centro da cidade.

Coletividade fichada – Este é apenas um exemplo de como mecanismos de controle de informação acabam se infiltrando facilmente na sociedade, sob o argumento de que o controle facilita e garante segurança. A proliferação dos cartões magnéticos, por exemplo, confirma esta tendência. Na Alemanha, o ingresso a bibliotecas, a muitos supermercados e piscinas públicas já depende dos cartões magnéticos, que contêm os dados mais importantes de identificação da pessoa. A partir de 2006, as informações médicas sobre os pacientes passarão a ser registradas nos cartões individuais de seguro de saúde. A carteira de identidade cederá lugar ao chip com informações pessoais e biométricas. Além disso, planeja-se introduzir um cartão magnético para desempregados, com dados sobre seu currículo e suas qualificações.

Controle descentralizado – A ameaça de controle centralizado é, no entanto, muito distante. Afinal, as informações individuais são armazenadas em diversos suportes e controladas por diferentes órgãos. A técnica de vigilância já se democratizou faz tempo. O perigo de um Estado controlador cedeu espaço à ameaça de uma sociedade de controle. Técnicas como a identificação de DNA através da análise da saliva são consideradas legítimas em processos penais, por exemplo. A opinião é praticamente unânime. No entanto, o Die Zeit adverte que sempre haverá um novo motivo para endossar a expansão do controle de informação. Se a volta do totalitarismo clássico, com campos de concentração e tortura, já se tornou impensável, a Alemanha estaria correndo o risco de se render a um comodismo totalitário – observa o jornal.

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