Renan ignora anulação e mantém andamento do impeachment | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 09.05.2016
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Brasil

Renan ignora anulação e mantém andamento do impeachment

Líder do Senado chama de "brincadeira com a democracia" a decisão do presidente interino da Câmara de anular a votação do impeachment e afirma que processo segue como previsto.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou nesta segunda-feira (09/05) que dará continuidade ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, rejeitando, dessa maneira, a decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, de anular a votação que determinou a abertura do processo.

"Aceitar essa brincadeira com a democracia seria ficar pessoalmente comprometido com o atraso do processo. Ao fim e ao cabo, não cabe ao presidente do Senado Federal dizer se o processo é justo ou injusto", afirmou Calheiros no plenário da casa.

Com a decisão de Calheiros, o Senado deve manter os trâmites do processo como previsto e votar a admissibilidade do impeachment da presidente nesta quarta-feira.

Calheiros rebateu ainda pontos da decisão de Maranhão e afirmou que a argumentação sobre a forma como a decisão da votação da Câmara foi comunicada ao Senado não é procedente.

Dois dias antes da votação no Senado, Maranhão anulou inesperadamente as sessões do dias 15, 16 e 17 de abril, quando os deputados federais aprovaram a continuidade do processo de impeachment, acatando pedido feito pela Advocacia-Geral da União.

Ele considerou que os partidos políticos não poderiam ter fechado questão ou orientado as bancadas a votarem de um jeito ou de outro sobre o processo de impeachment e que os deputados não poderiam ter anunciado publicamente os votos antes da votação em plenário em declarações dadas à imprensa. Maranhão disse ainda que o resultado da votação deveria ter sido formalizado por resolução, como define o regimento interno da casa parlamentar.

CN/rtr/abr

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