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Alemanha

Relembrando o começo da tragédia

Milhares de pessoas participaram em várias cidades alemãs de atos rememorando a "Noite dos Cristais". Advertências contra o novo anti-semitismo foram o denominador comum.

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A nova Sinagoga de Berlim

Na noite de 9 para 10 de novembro de 1938 foram incendiadas várias sinagogas na Alemanha, cemitérios judaicos foram violados, lojas e apartamentos de judeus, saqueados e demolidos. Quase cem judeus foram assassinados. Milhares foram transportados a campos de concentração. A data é considerada o início do aniquilamento sistemático dos judeus durante o nazismo.

"O dia 9 de novembro de 1938 é uma mácula indelével na história alemã", disse Wolfgang Tiefensee, prefeito de Leipzig no domingo (10), ao colocar uma coroa de flores no monumento situado no local da antiga sinagoga da cidade. Perante 200 pessoas, ele conclamou a se conservar a memória dos crimes nazistas como "provocação" e contraponto à sociedade de hoje, voltada quase exclusivamente para a diversão e o prazer.

Também advertiu que a rememoração de datas históricas não pode tornar-se mera obrigação. "Dias como o de hoje exigem que se coloque o dedo na ferida", disse Tiefensee. Isso principalmente diante da "aparente religiosidade" que se manifesta na nossa era sob a forma do fundamentalismo, e que não passa de uma "seqüência do mesmo desprezo ao ser humano da "Noite dos Cristais". A seguir, os presentes foram em ônibus da prefeitura ao local da cidade onde os nazistas reuniram 14 mil judeus, para então enviá-los aos campos de extermínio.

Médicos de Berlim acertam conta com o passado

Na nova sinagoga de Berlim houve um ato em memória dos médicos judeus assassinados ou expulsos da cidade pelos nacional-socialistas. Cerca de 3.500 médicos judeus foram impedidos de exercer a profissão, viram-se obrigados a deixar Berlim ou foram deportados a campos de concentração, onde muitos morreram. O presidente da Associação de Médicos das Caixas de Seguro de Saúde (KV), Manfred Richter-Reichhelm criticou o papel desempenhado pela sessão de Berlim da KV durante o nazismo, dizendo que muitos médicos berlinenses participaram ativamente "dessa política de profundo desprezo pelo ser humano" e poucos praticaram resistência, um comportamento "que deve envergonhar profundamente até hoje a classe médica".

O presidente da Comunidade Judaica da capital, Alexander Brenner, elogiou Richter-Reichhelm por sua atitude, lamentando que, nos 57 anos do pós-guerra, não houvesse aparecido antes uma pessoa como ele, capaz de reconhecer isso. Entre as 400 pessoas presentes predominavam médicos e políticos, entre os quais o líder da bancada social-democrata no Parlamento, Franz Müntefering.

Em Frankfurt e outras cidades houve solenidades, leituras de obras literárias e concertos. Em Stralsund foram apresentadas pela primeira vez na Alemanha cinco obras do músico e compositor judeu Wladyslav Szpilman, sobrevivente do gueto de Varsóvia, cuja história serviu de base ao filme "O pianista", de Roman Polanski.

A provocação e a resposta de Weimar

Em Weimar, cidade que foi o berço do classicismo alemão, cerca de 1500 pessoas saíram às ruas no sábado (09) em atitude de protesto contra uma marcha de radicais de direita. Convocada pelo partido neo-nazista NPD, ela reuniu 250 pessoas. O governador do Estado da Turíngia, Bernhard Vogel considerou a marcha neo-nazista "uma provocação repugnante", criticando sobretudo que ela tenha sido marcada precisamente no dia 9 de novembro.

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