1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Relatório que inocenta governo Kohl gera polêmica

Baseada num relatório da Suíça, a Procuradoria-Geral da Alemanha recomenda o fim das investigações sobre propinas do grupo francês Elf-Aquitaine ao governo de Helmut Kohl na venda da refinaria Leuna.

default

Helmut Kohl se diz vítima de campanha de difamação do governo que sucedeu o seu

Na venda da refinaria Leuna, da antiga República Democrática Alemã (RDA) para o grupo francês Elf-Aquitaine, em 1992, não foi paga propina para membros do governo do chanceler federal Helmut Kohl. Foi o que anunciou a Procuradoria-Geral, em Karlsruhe, depois de examinar um relatório da Suíça sobre contas secretas sob suspeita de ligações com a privatização da estatal da RDA comunista extinta há 11 anos.

Num outro relatório para a ministra alemã da Justiça, Hertha Däubler-Gmelin, o procurador-geral, Kay Nehm, diz que não há mais motivo para prosseguir com as investigações. Um porta-voz de Kohl disse que ele se sente vítima de "uma campanha suja de difamação" por parte do governo atual.

A ministra argumentou, todavia, que os documentos sobre o negócio suspeito com o antigo grupo estatal francês mostram claramente que fluiu grande quantidade de dinheiro para muitas contas bancárias. Segundo diversos documentos e declarações de figuras-chave do escândalo na França, o grupo Elf teria pago propinas no total de 80 milhões de marcos (US$ 36,67 milhões) a vários membros do governo Kohl, encerrado em 1998, para agilizar a compra da refinaria Leuna e da rede de postos de gasolina Minol.

Suspeitas persistem - O relatório suíço e a conseqüente posição da Procuradoria-Geral alemã não encerram o caso Leuna, reagiu o presidente da Comissão Parlamentar (CPI), Volker Neumann, que apura se o governo Kohl tomou decisões influenciado por propinas e doações ao seu partido União Democrata-Cristã (CDU). O político do Partido Social Democrático (SPD), presidido pelo chanceler federal, Gerhard Schröder, argumentou que o procurador Nehm examinou só o resultado das investigações da Suíça sobre contas secretas e ainda falta a documentação da França e do paraíso fiscal Liechtenstein sobre o caso Leuna.

Neumann confirmou que membros da CPI, dominada pelo SPD e o Partido Verde, vão interrogar o ex-diretor do grupo Elf-Aquitaine, Alfred Sirven, em Paris, no próximo mês. Sirven é um dos que podem saber das propinas, segundo o político alemão. Os ex-dirigentes da estatal no tempo do presidente François Mitterrand estão sendo investigados na França sob suspeita de corrupção.