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Mundo

Relatório do Conselho da Europa envolve Alemanha e CIA

Encarregado do Conselho da Europa acusa Alemanha e 13 outros países europeus de terem colaborado com a CIA em casos de prisões secretas e transporte ilegal de prisioneiros suspeitos de terrorismo.

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Relatório divulga listas de países europeus acusados de colaborar com a CIA

"Agora está provado que autoridades de diversos países europeus colaboraram ativamente com a CIA em atividades ilegais", afirmou o suíço Dick Marty, encarregado especial do Conselho da Europa para averiguar as operações da CIA em território europeu.

Em seu relatório de 67 páginas, divulgado nesta quarta-feira (07/06), o relator suíço acusa 14 nações européias, inclusive a Alemanha, de terem colaborado ativamente com o serviço secreto norte-americano no seqüestro, na prisão e no transporte de prisioneiros suspeitos de terrorismo.

As acusações mais graves recaem sobre a Polônia e a Romênia. Nesses países teriam sido encontradas novas provas que aumentam a suspeita de que a CIA mantém ou manteve prisões secretas em território romeno e polonês.

Muitos envolvidos

Dick Marty im Europarat

Dick Marty, representante suíço do Conselho da Europa

O Conselho da Europa foi fundado em 1949 e é o mais antigo fórum de discussões de assuntos europeus. Ele engloba todos os países geograficamente situados no continente europeu, exceto Belarus e o Vaticano. Sua sede se encontra no Palácio da Europa em Estrasburgo, na França.

Em um primeiro relatório do Conselho da Europa, publicado em janeiro passado, foi mencionado que provavelmente "mais de cem pessoas" foram raptadas por iniciativa da CIA em nome do combate ao terrorismo na Europa.

No relatório divulgado em Paris e Estrasburgo na manhã desta quarta-feira, o relator suíço acusou severamente os Estados Unidos e sete membros do Conselho da Europa de transporte de prisioneiros, prisões secretas e outras agressões aos direitos humanos. Outros países também colaboraram, de forma passiva ou ativa, na detenção ou transferência de pessoas desconhecidas.

Fecharam os olhos

Marty afirma em seu relatório que autoridades européias de vários países europeus teriam colaborado diretamente com a CIA em atividades ilegais. Outros países teriam ignorado propositalmente essas atividades, nada querendo saber sobre elas.

Nesse contexto estariam envolvidos: Alemanha, Suécia, Bósnia-Herzegovina, Reino Unido, Macedônia, Itália e Turquia. Nesses países, os direitos humanos de alguns indivíduos teriam tem sido desrespeitados. Na Romênia e na Polônia haveria prisões secretas norte-americanas.

Segundo Marty, não haveria, para uma parte das acusações, "provas no sentido clássico da palavra". Existem, entretanto, uma série de elementos que indicam a existência de tais prisões na Europa.

Participação alemã

Através da análise de documentos, que incluíam fotos de satélite e relatórios de vôos, Marty concluiu que membros da CIA teriam usado a base norte-americana de Ramstein e o aeroporto de Frankfurt para operações.

CIA Flug nach Rumänien

Policiais romenos protegem avião norte-americano, pousado na Romênia, em 2003

Vôos norte-americanos com prisioneiros teriam aterrissado freqüentemente em Szymany, na Polônia, ou em Timisoara e Bucareste, na Romênia. Outros destinos teriam sido Cairo, Islamabad, Cabul, Guantánamo, Bagdá, Amã, Tashkent, Argel e Rabat. Esses locais são conhecidos pela presença de campos de prisioneiros em seus arredores. Para outros vôos da CIA, como para a Polônia e a Romênia, não haveria uma outra explicação plausível.

Marty menciona Irlanda, Reino Unido, Portugal, Grécia e Itália como pontos de aterrissagem de aviões usados no transporte ilegal de prisioneiros para o reabastecimento, por exemplo. O relator do Conselho da Europa considerou vários casos individuais de pessoas raptadas, entre eles o do alemão-libanês Khaled El-Masri, seqüestrado pelo serviço secreto norte-americano e levado ao Afeganistão em fins de 2003, e o seqüestro do egípcio Abu Omar com o auxílio da base de Ramstein.

Quanto às prisões secretas na Romênia e na Polônia, autoridades romenas e o primeiro-ministro polonês Kazimierz Marcinkiewicz negaram, nesta quarta-feira, as acusações do Conselho da Europa.

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