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Economia

Relatório aponta aumento da pobreza na Alemanha

Índice de pobreza relativa cresceu, aumentando fosso entre ricos e pobres. Os 10% mais ricos já detêm 47% da riqueza nacional e o número de crianças pobres cresce mais rápido que em outros países industrializados.

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Apesar de alguns extremos, pobreza na Alemanha ainda não é como no Brasil

O fosso entre ricos e pobres aumentou na Alemanha. Devido à crise econômica e ao crescente desemprego, a parcela da população alemã considerada pobre cresceu de 12,1 para 13,5% no período que vai de 1998 a 2003. Onze milhões de alemães vivem "na linha da pobreza". Ao mesmo tempo, aumentou a participação dos mais ricos na renda nacional.

Os dados foram divulgados no 2º Relatório de Pobreza e Riqueza, apresentado nesta semana pela ministra da Saúde e de Assuntos Sociais, Ulla Schmidt, ao governo alemão. O texto aponta o desemprego como a causa principal para o aumento da pobreza e da exclusão social no país, salientando a importância da criação de empregos e de reatar o crescimento econômico.

Entretanto, a ministra alerta para o fato de que a maioria das reformas do atual governo foi empreendida entre 2004 e 2005 e por isso ainda não houve tempo para notar seus efeitos. "A Alemanha é um país rico e a maioria da população vive bem", disse Schmidt, sem querer menosprezar a importância do resultado. Afinal, a pobreza, segunda ela, poderia ameaçar a classe média. "O desequilíbrio social é um fato."

Pobreza é relativa

O conceito de risco de pobreza indica a porcentagem da população que vive com menos de 60% da renda média per capita. Esse nível é atualmente de 938 euros. Segundo o relatório, esse índice voltou a subir a partir de 2001, com a estagnação econômica, apesar da melhora apresentada entre 1998 a 2000. Mesmo assim, em comparação com outros países da União Européia, a Alemanha pertence aos países com o menor risco de pobreza, atrás apenas da Dinamarca e da Suécia.

Armut in Deutschland Suppenküche

Situação melhorou entre idosos com mais de 65 anos

Segundo o estudo, assalariados, autônomos e idosos possuem um risco de pobreza abaixo da média. Entre idosos com mais de 65 anos, por exemplo, a taxa caiu de 13,3 para 11,4%. Já entre mães solteiras a situação ficou mais complicada.

Tal risco de pobreza, no entanto, não representa uma situação permanente – após um ano, um terço da população havia contornado o problema e, após dois anos, já eram dois terços.

Má distribuição de renda

A renda nacional apresentou um crescimento de 17%, atingindo em 2003 o patamar de cinco trilhões de euros, dos quais 75% correspondem a imóveis.

A diferença entre o Leste e o Oeste da Alemanha também se reduz progressivamente. Domicílios do Leste obtiveram em 2003 uma renda média de 60 mil euros, apenas 40% do total registrado no Oeste alemão de 149 mil euros. Não obstante, os Estados do Leste alemão apresentaram um crescimento de 63% contra 19% dos Estados do Oeste.

Mas tal patrimônio, salienta o estudo, é mal distribuído. Enquanto a metade mais pobre dos lares possui apenas 4% da renda nacional, os 10% mais ricos concentram quase 47% desse total – 2% a mais que em 1998.

Unicef apresenta estudo alarmante

Um relatório apresentado pelo Unicef em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica da Renânia-Vestfália (IRW) denunciou uma tendência alarmante. A pobreza entre crianças cresceu na Alemanha com velocidade superior à maioria dos países industrializados durante a década de 90. Uma em cada dez crianças vive, segundo o relatório, em estado de pobreza relativa, ou seja, em famílias obrigadas a se sustentar com menos da metade da renda média da população.

Kinderarmut in Deutschland Symbolbild

Pobreza relativa afeta 10,2% das crianças alemãs

Desde 1990, esse índice cresceu 2,7%, chegando a 10,2%. A Alemanha ocupa, assim, a 18ª posição entre as 24 nações industrializadas, com cerca de 1,5 milhões de jovens com menos de 18 anos vivendo em pobreza relativa. Os mais atingidos são filhos de mães solteiras e crianças de famílias de pais estrangeiros. Entre os últimos, a taxa de pobreza triplicou nos últimos dez anos, passando de 5% a 15%.

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