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Mundo

Relações estremecidas entre Rússia e o Ocidente

Poucos dias antes do encontro de cúpula entre representantes da Rússia e da União Européia, o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, vai a Moscou tentar apaziguar os ânimos.

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Steinmeier (d.) e seu colega russo, Sergei Lavrov: conversando a gente se entende

Como representante da presidência rotativa do Conselho da União Européia, o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, anunciou no encontro europeu de colegas de pasta, em Bruxelas nesta segunda-feira (14/05), que irá a Moscou tentar evitar o fracasso, que se anuncia, do encontro de cúpula Rússia-União Européia.

O ministro alemão anunciou que se encontrará, na terça-feira, com o presidente Vladimir Putin e com seu ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. Devido ao recente aumento das tensões, Steinmeier considera a situação entre os dois blocos como "complicada", mas descartou o adiamento do encontro entre Angela Merkel, atual presidente do Conselho da UE, e o presidente russo Vladimir Putin, a acontecer no dia 18 de maio, na cidade russa de Samara.

Rússia x Europa

Estland Tallinn sowjetisches Kriegerdenkmal am 8. Mai 2007

Monumento em Tallinn transferido para o cemitério

A Polônia bloqueia, atualmente, as negociações sobre um novo acordo de cooperação entre a Rússia e a União Européia, porque Moscou embargou a importação de carne polonesa.

Além disso, a Rússia se encontra em conflito com a Estônia, devido à retirada de um monumento dedicado aos soldados soviéticos, no centro da capital estoniana, Tallinn. Moscou rejeita ainda a independência do Kosovo, como também a instalação de um sistema antimísseis dos EUA na Polônia e na República Tcheca.

É a própria secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, quem abre a semana de negociações, ao se encontrar com seu colega Serguei Lavrov nesta segunda-feira em Moscou. Lavrov é um grande crítico do sistema antimísseis norte-americanos, afirmando que as fronteiras ocidentais de seu país estariam agora ameaçadas.

Desconfiança e dependência

A desconfiança russa perante os Estados Unidos é grande. A Otan poderia espionar a Rússia até os Montes Urais. Além disso, George W. Bush quer englobar a Geórgia e a Ucrânia na organização, proposta também rejeitada pela Rússia.

Moscou reagiu e ameaça revogar o Tratado das Forças Armadas Convencionais na Europa (CFE) assinado entre a Otan e a Rússia, em 1997, para limitar o número de tropas e armamentos estacionados na Europa. O sinal de Moscou é claro – os tempos do desarmamento pertencem ao passado.

Apesar das diferenças, a dependência econômica entre a Europa e a Rússia é imensa. No último final de semana, no entanto, Putin acabou com as esperanças de alguns países de importar gás barato diretamente da Ásia Central. Enquanto poloneses, ucranianos, lituanos e georgianos se encontravam em Varsóvia para tratar de novos gasodutos, Putin cuidava com que cazaques e turcomanos vendessem, futuramente, seu gás para a Rússia. De lá, o gás será então vendido com preços elevados para o resto da Europa.

É necessário conversar

Testsatellit für Navigationssystem Galileo gestartet

Pelo clima em Moscou, tempos do desarmamento acabaram

Como principal ponto da cúpula da Samara, estava programado o início das negociações para que a Rússia, finalmente, dispensasse as companhias aéreas ocidentais do pagamento da taxa para sobrevoarem a Sibéria.

Moscou afirmou que por "problemas técnicos" não poderá dispensar os 300 milhões de euros anuais provenientes da cobrança de taxas de sobrevôo. Neste contexto, Steinmeier afirmou em Bruxelas que "é justamente em tais situações que o diálogo se faz necessário. A Rússia e a Europa precisam uma da outra. Isto me leva à convicção de que devemos nos engajar pela volta da razão em ambos os lados".

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