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Alemanha

Reintegração de neonazistas completou um ano

O Serviço de Defesa da Constituição ajudou 39 ex-neonazistas a sairem da cena de direita. O governo considera o programa um sucesso, mas há quem critique seu resultado como demasiado modesto.

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Bandeira e símbolos da extrema-direita

O programa de reintegração de ex-neonazistas arrependidos foi iniciado pelo governo há um ano. Seu objetivo é ajudar quem quer se afastar dos meios da extrema-direita, facilitando sua reintegração à sociedade. Das 170 pessoas que ligaram para a linha direta do Serviço de Defesa da Constituição, 66 foram incluídas no programa. No entanto, 27 acabaram desistindo.

A avaliação do governo alemão é bem diferente da que faz o Partido do Socialismo Democrático (PDS), de oposição, que tem sua origem na antiga Alemanha Oriental. É nos chamados novos estados alemães, que correspondem a essa região, que vem crescendo o neonazismo.

"Um sucesso nítido", considerou o Ministério do Interior. Juntamente com os estados e a iniciativa privada Exit, o programa governamental visa "enfraquecer psicologicamente a extrema-direita e o NPD" (Partido Nacional Democrático da Alemanha), disse o porta-voz do Ministério, acrecentando que o êxito não se revela apenas em números.

Em contrapartida, a porta-voz do PDS, Ulla Jelpke, criticou: "Este resultado é furado. Não se pode falar de um enfraquecimento da cena de direita".

Vinte e três dos 66 candidatos eram filiados a partidos de extrema-direita, 30 estavam organizados em ligas patrióticas. A Defesa da Constituição ajudou 13 dos extremistas a encontrarem trabalho ou uma vaga de aprendizado professional e três a montarem seu negócio. O Ministério não mencionou o montante gasto no programa.

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