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Mundo

Reino Unido vai retomar voos a Sharm el-Sheikh

Milhares de turistas ficam em balneário egípcio após companhias aéreas e governos suspenderem voos, devido à suspeita de que bomba causou queda de avião russo. Estima-se que 20 mil britânicos estejam na região.

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Vários voos de e para aeroporto de Sharm el-Sheikh foram suspensos

Um dia após suspender todos os voos de e para Sharm el-Sheikh, no Egito, o governo britânico anunciou nesta quinta-feira (05/11) que irá retomá-los na sexta-feira para buscar os turistas que ficaram no balneário. O gabinete do primeiro-ministro David Cameron afirmou que medidas de segurança adicionais serão tomadas pelas companhias aéreas.

Milhares de turistas em Sharm el-Sheikh não puderam voltar para casa depois que o Reino Unido, a Irlanda e companhias aéreas como a Lufthansa e Air Berlin, anunciaram a suspensão de voos para região. A decisão se baseou na declaração do governo britânico de que a queda do avião da empresa Kogalymavia na península do Sinai, no Egito, pode ter sido causada por uma bomba.

Com o cancelamento dos voos, os turistas foram acomodados por agências de viagens gratuitamente em hotéis da região. Estima-se que 20 mil britânicos estejam no balneário. Segundo a Associação Alemã de Viagem, atualmente há 2 mil alemães de férias na região.

As companhias aéreas EasyJet e Monarch anunciaram que vão realizar dez e cinco voos, respectivamente, para Sharm el-Sheik na sexta-feira, com o objetivo de buscar os turistas retidos no local.

Possibilidade de bomba

A investigação oficial ainda não confirmou as causas da queda do avião. O Reino Unido e os Estados Unidos apontam a possibilidade de uma bomba ter causado o desastre que matou as 224 pessoas.

Em entrevista a uma emissora de rádio americana, o presidente Barack Obama afirmou nesta quinta-feira que os EUA estão levando "muito a sério" a possibilidade de que uma bomba tenha causado a queda do Airbus no Egito.

Moscou, no entanto, afirma que, por enquanto, a hipótese da bomba não passa de especulação e que apenas uma investigação oficial pode determinar o que aconteceu. Segundo os investigadores egípcios, ainda não há nenhuma evidência de que havia uma bomba a bordo.

O Airbus A321 partiu no sábado do balneário egípcio de Sharm el-Sheikh com destino a São Petersburgo, na Rússia. O voo foi interrompido cerca de 20 minutos após a decolagem.

Segundo a Kogalymavia, a tripulação não emitiu chamado de emergência nem tentou contatar o controle de tráfego aéreo. A aeronave teria perdido velocidade rapidamente, durante menos de um minuto, antes de cair na península do Sinai.

CN/dpa/lusa/rtr/ap

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