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Mundo

Reino Unido identificou algoz de James Foley, diz jornal britânico

Segundo "The Sunday Times", governo britânico acredita que extremista conhecido como "Jihadi John" teria decapitado o jornalista americano. Chefe da diplomacia britânica fala de "absoluta traição" do país.

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James Foley na Síria, 2012

O jornal britânico The Sunday Times publicou neste domingo (24/08) que o serviço de inteligência do Reino Unido já teria identificado o jihadista de sotaque britânico responsável pela execução do fotojornalista americano James Foley. Segundo "altos funcionários" do governo ouvidos pelo periódico, as agências MI5 (serviço secreto interno) e MI6 (serviço secreto externo) indicaram que o extremista é conhecido nos meios do "Estado Islâmico" (EI) como "Jihadi John".

Oficialmente, porém, o governo britânico só informa que está "muito perto" de identificar o autor da execução, conforme declarou o embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, Peter Westmacott, neste domingo ao canal de televisão CNN. "Não posso dizer mais do que isso", concluiu.

Apesar de as fontes citadas pelo jornal não fornecerem detalhes sobre o indivíduo, o Sunday Timessugere que um dos principais suspeitos é um rapaz de 23 anos, que abandonou a casa da família na zona oeste de Londres no ano passado e recentemente postou uma foto no Twitter segurando uma cabeça decepada. Ele seria filho de um militante de origem egípcia acusado pelos EUA de participação em ataques a bomba contra embaixadas americanas.

"Absoluta traição"

Em artigo para o Sunday Times, o secretário de Estado britânico para Assuntos Estrangeiros, Philip Hammond, classificou a execução de Foley como uma "absoluta traição" de seu país. "É horrendo pensar que o perpetrador desse ato hediondo possa ter crescido na Grã-Bretanha", escreveu o político.

Hammond ressaltou que o governo inglês investe "recursos significativos" para erradicar uma "barbárie ideológica" que possa representar uma ameaça ao Reino Unido. Como outros membros do Executivo em Londres, o chefe da diplomacia britânica crê que a ameaça procedente da Síria e do Iraque poderá durar toda uma geração.

Jihadistas do grupo sunita radical "Estado Islâmico" divulgaram na última quarta-feira imagens da execução de Foley, fotógrafo de 40 anos que havia sido sequestrado na Síria em novembro de 2012. No vídeo, intitulado "Mensagem para a América", o EI ameaça matar outro refém americano, o jornalista Steven Sotloff, em represália pelos ataques aéreos dos Estados Unidos contra seus combatentes no norte do Iraque.

MSB/lusa/afp

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