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Mundo

Reino Unido frustra sete ataques terroristas

Nos últimos seis meses, país evitou uma série de atentados de "menor escala" que os de Paris, diz David Cameron. Primeiro-ministro anuncia reforço dos serviços de inteligência britânicos e da segurança aérea.

Desde junho deste ano, os serviços de segurança e inteligência britânicos frustraram cerca de sete ataques terroristas, afirmou o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, nesta segunda-feira (16/11). Os atentados planejados seriam "de menor escala" que os ocorridos em Paris na última sexta-feira.

"Essa [a ameaça terrorista] é uma das razões pelas quais estamos reforçando os serviços de segurança e inteligência", disse o premiê.

O Reino Unido vai aumentar em 15% sua equipe d e inteligência, com mais 1.900 pessoas, anunciou Cameron na reunião do G-20. Os novos funcionários irão integrar as agências de espionagem MI5 e MI6 e o serviço de inteligência GCHQ.

O Reino Unido também planeja mais que dobrar os gastos com a segurança da aviação, após a suspeita de que uma bomba do Estado Islâmico (EI) tenha explodido um avião de passageiros russos no Egito no fim do mês passado.

Os próximos passos incluem uma revisão dos procedimentos de segurança da aviação e de aeroportos, especialmente no Oriente Médio e para onde há um elevado número de britânicos viajando. Especialistas britânicos serão enviados para realizar avaliações regulares de aeroportos em todo o mundo.

O Reino Unido está envolvido nos ataques aéreos da coalizão internacional contra o EI no Iraque, mas não se juntou à operação na Síria depois que o Parlamento votou contra. Cameron quer estender a missão, mas disse que primeiro precisa "construir o argumento e convencer mais pessoas".

"Essa doença é um desafio que vamos ter de enfrentar com tudo o que temos", disse ele. "Faremos tudo o que pudermos para garantir que manteremos nosso povo seguro, mas vivemos num mundo muito, muito perigoso."

Alerta sobre ataques

Cameron disse que os serviços de segurança foram avisados e preparados para ataques coordenados no estilo dos de Paris, que mataram 129 pessoas. "Estamos cientes de que essas células que operam na Síria estão radicalizando pessoas nos nossos próprios países, potencialmente enviando-as de volta para realizar ataques", disse Cameron.

O governo britânico estima que pelo menos 700 dos seus cidadãos uniram-se ao EI na Síria e no Iraque, o que levou o governo a aumentar o seu nível de ameaça à segurança para "grave" no ano passado. A designação, a segunda mais alta, significa que as autoridades consideram um ataque terrorista altamente provável. O nível de ameaça à segurança não foi aumentado após o ataque em Paris.

Cameron acrescentou que, como o Reino Unido não faz parte do espaço Schengen, o país pode controlar suas fronteiras, o que, segundo ele, oferece uma segurança extra para deter possíveis ataques terroristas.

Sinais de esperança

Cameron acrescentou que, nas conversas internacionais sobre a Síria do último sábado, em Viena, houve "sinais de esperança" de que estava havendo progresso sobre como lidar com o EI.

"Não podemos lidar com o chamado Estado Islâmico a menos que haja um acordo político na Síria que permita degradar e destruir essa organização definitivamente", disse.

O premiê britânico reiterou que qualquer acordo deve incluir a saída do presidente sírio, Bashar al-Assad, outro ponto de atrito entre o Ocidente e a Rússia.

AF/afp/rtrs

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