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Mundo

Reino Unido derruba restrições de visto para Ai Weiwei

Artista chinês recebe permissão completa de seis meses e um pedido de desculpas das autoridades britânicas, que justificam falha afirmando que o ativista havia deixado de declarar uma condenação penal em seu pedido.

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Artista e ativista chinês Ai Weiwei é recebido por esposa e filho no aeroporto de Munique

Autoridades britânicas pediram desculpas pela retenção de um visto de longa duração ao artista e dissidente chinês Ai Weiwei e decidiram, nesta sexta-feira (31/07), emitir uma autorização de seis meses, depois que a secretária do Interior do Reino Unido, Theresa May, interveio.

"A secretária do Interior não havia sido consultada sobre a decisão de conceder um visto de um mês ao senhor Ai Weiwei. Ela analisou o caso e já instruiu a emissão de um visto completo de seis meses", disse uma porta-voz do Ministério do Interior. "Escrevemos ao senhor Ai Weiwei nos desculpando pela inconveniência causada", acrescentou.

Na última semana, Weiwei recebeu o passaporte chinês de volta. Na quinta-feira, ele chegou à Alemanha, onde dirigiu o filme "Berlim, eu te amo" via Skype. O artista também ocupa um cargo oficial, o de professor visitante, na Universidade de Artes de Berlim, desde abril de 2011.

Estava programado o ativista chinês visitar Londres para uma exposição de seu trabalho na Academia Real Inglesa (Royal Academy School of Arts, em inglês), pelo qual Weiwei recebeu apenas um visto curto de permanência. Após desembarcar em Munique, Weiwei postou uma carta da embaixada britânica que dizia que o governo estava dando a ele um visto de 20 dias, alegando que o ativista não havia completado corretamente a informação sobre seus antecedentes penais na solicitação de visto.

Com o presidente da China, Xi Jinping, também realizando uma visita ao Reino Unido, em outubro, o primeiro-ministro britânico, David Cameron se viu confrontado com as críticas de estar colocando o comércio à frente dos direitos humanos nas relações com Pequim.

Em 2011, Ai Weiwei foi preso depois de ser acusado pelas autoridades chinesas de retenção de impostos na fonte. Ele ficou detido por 81 dias. Ativistas de direitos humanos acusaram a China de perseguição política. O artista de 57 anos nunca foi condenado criminalmente em seu país.

PV/dpa/aprtr

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