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Mundo

Reino Unido começa a repatriar turistas retidos no Egito

Primeiros voos deixam aeroporto de Sharm el-Sheikh rumo a Londres. Egito reduz de 29 para oito o número de decolagens, argumentando que empresas aéreas britânicas estão deixando para trás as bagagens dos passageiros.

O Reino Unido começou nesta sexta-feira (06/11) o repatriamento de turistas britânicos que estão no balneário egípcio de Sharm el-Sheikh. Dois voos da empresa aérea Easyjet partiram do aeroporto local rumo a Londres, com 180 e 179 passageiros a bordo.

Na quinta-feira, um dia depois de suspender todos os voos de e para Sharm el-Sheikh por questões de segurança, o governo britânico havia anunciado que pretendia retomá-los nesta sexta-feira para buscar os turistas que ficaram no balneário.

O gabinete do primeiro-ministro David Cameron afirmou que medidas de segurança adicionais serão tomadas pelas companhias aéreas. Estima-se que haja até 20 mil turistas britânicos retidos na cidade e nos arredores.

No sábado passado, um avião da empresa aérea russa Kogalymavia caiu na Península do Sinai, poucos minutos depois de decolar do aeroporto de Sharm el-Sheikh, causando a morte de todas as 224 pessoas a bordo.

Os governos do Reino Unido e dos Estados Unidos afirmam que há a possibilidade de uma bomba ter sido a causa da tragédia, o que fez o governo britânico suspender os voos de e para Sharm el-Sheikh.

A Easyjet comunicou que outros oito voos previstos para esta sexta-feira – sete para Londres e um para Milão, na Itália – foram cancelados pelas autoridades egípcias, que alegam que o aeroporto de Sharm el-Sheikh está sobrecarregado. O anúncio causou irritação nos passageiros britânicos que aguardam para deixar a cidade.

O ministro egípcio da Aviação Civil, Hossam Kamal, afirmou que apenas oito voos partirão do aeroporto de Sharm el-Sheikh para o Reino Unido, em vez dos 29 inicialmente previstos. Como justificativa, ele argumentou que as empresas aéreas britânicas estão voando sem as bagagens dos passageiros, e que o aeroporto não tem lugar para armazenas mais de 120 mil toneladas de bagagens deixadas para trás.

"Esse grande volume vai afetar o bom funcionamento dos demais voos domésticos e internacionais", disse Kamal, acrescentando que um voo de carga está previsto para carregar as bagagens deixadas para trás no mesmo dia da viagem. "O Egito colabora totalmente com o Reino Unido, dentro das possibilidades do aeroporto e em respeito às regras internacionais de segurança", declarou.

AS/ap/lusa/afp

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