Reforma do sistema previdenciário coloca França em greve | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 12.10.2010
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Mundo

Reforma do sistema previdenciário coloca França em greve

Após aprovação da reforma do sistema previdenciário por Senado francês, sindicatos do país esperam que milhões venham a aderir às greves que já afetam os transportes públicos e não têm previsão para terminar.

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Proposta de Nicolas Sarkozy causa protestos na França

Funcionários de serviços de transporte, professores e outros profissionais de setores públicos e privados iniciaram nesta terça-feira (12/10) mais uma greve nacional na França contra a reforma do sistema previdenciário do presidente Nicolas Sarkozy.

Nesta segunda-feira, o Senado francês aprovou o último ponto da reforma que adia de 65 para 67 anos a idade mínima para obter uma pensão completa. A reforma prevê ainda que a idade mínima para aposentaria passe de 60 para 62 anos.

Esse ponto da reforma já fora aprovado na última sexta-feira pela câmara alta do Parlamento francês. Sarkozy quer que, a partir de julho de 2011, a idade mínima de aposentadoria seja adiada quatro meses todos os anos para atingir os 62 anos em 2018. Esta é considerada a melhor opção para assegurar as necessidades de financiamento das pensões, calculadas em 70 bilhões de euros até 2030.

Transporte afetado

Em resposta à decisão do governo, trabalhadores franceses têm realizado protestos nas últimas semanas. Mas diferentemente das greves anteriores, que foram limitadas a um dia, diversos sindicatos convocaram uma greve ilimitada desta vez, a fim de aumentar a pressão para que o governo reveja a proposta.

Com as mais de 240 passeatas planejadas em todo o país, os representantes sindicais esperam que milhões de participantes venham a aderir a causa. Pela primeira vez as greves não são temporárias e já afetam os transportes e refinarias de petróleo.

O quarto protesto desse tipo das últimas cinco semanas teve início na noite de segunda-feira com a paralisação de quase todo o tráfego noturno ferroviário de linhas domésticas e internacionais, que pode vir a durar até uma semana.

Segundo a companhia ferroviária francesa SCNF, apenas dois terços de todos os trens em direção à Alemanha devem chegar ao destino. Também está previsto que um em cada cinco trens de alta velocidade não partam para a Bélgica, Holanda e Suíça. A conexão do Eurostar, trem que liga Paris a Londres, no entanto, ainda permanece inalterada.

MDA/lusa/afp/dpa
Revisão: Carlos Albuquerque

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