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Economia

Reforma do mercado de trabalho gera polêmica

O ministro alemão do Trabalho, Walter Riester, declarou apoiar "sem reservas" as propostas radicais da chamada Comissão Hartz para uma completa reforma do mercado de trabalho na Alemanha.

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Peter Hartz lidera a comissão que prepara uma reforma radical do mercado de trabalho alemão

O relatório final com as propostas da Comissão Hartz só deverá ser divulgado em meados de agosto. Contudo, os pontos já conhecidos do projeto vêm gerando grande controvérsia entre o governo e os partidos da oposição. Entre outras coisas, a Comissão deverá sugerir que os desempregados de longo prazo se tornem funcionários do Departamento Federal do Trabalho, que os "alugaria" às empresas para serviços temporários.

Enquanto o ministro do Trabalho afirmou aprovar inteiramente as sugestões do grupo de trabalho, em entrevista publicada nesta quinta-feira (27) pelo jornal General Anzeiger de Bonn, a presidenta da União Democrata-Cristã (CDU), Angela Merkel, criticou pontos específicos da proposta.

Engodo gigantesco

Para o líder da bancada da CDU no Parlamento, Friedrich Merz, todo o processo em torno à Comissão Hartz seria "um engodo gigantesco". Na opinião do deputado oposicionista, o chanceler federal, Gerhard Schröder, estaria necessitando de um instrumento qualquer para melhorar a sua imagem de reformador da Alemanha, poucas semanas antes das eleições parlamentares.

A idéia da Comissão Hartz é a "terceira encenação" de Schröder com intuitos eleitorais, segundo Merz. Antes disso, o chanceler teria lançado a Aliança pelo Trabalho, "que nunca trouxe nada de substancial" e, depois, substituído o presidente do Departamento Federal do Trabalho, "que hoje prega exatamente o contrário do que falava, quando assumiu o cargo".