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Mundo

Refém francês é decapitado por jihadistas

Morte é represália aos ataques aéreos da França contra o "Estado Islâmico" no Iraque. Governo francês confirma a execução do montanhista raptado no domingo na Argélia.

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Vídeo mostra Hervé Gourdel em meio a seus raptores

Extremistas argelinos aliados ao "Estado Islâmico" (EI) divulgaram nesta quarta-feira (24/09) um vídeo com a decapitação de um refém francês, após o fim de um ultimato dado por eles à França. Pouco depois, o presidente François Hollande confirmou a morte do refém.

O montanhista Hervé Gourdel, de 55 anos, havia sido feito refém no último domingo pelo grupo Jund al-Khilafa (soldados do califado), nas montanhas da Argélia. Ele seria morto dentro de 24 horas caso a França não interrompesse os bombardeios ao "Estado Islâmico" no Iraque. O governo francês se recusou a retroceder.

O serviço americano de monitoramento de atividades terroristas Site Intelligence Group localizou o vídeo dos extremistas argelinos com a decapitação de Gourdel.

O vídeo, intitulado "Mensagem de sangue para o governo francês", é semelhante aos que mostraram as decapitações de dois jornalistas americanos e de um voluntário britânico que trabalhava em serviços humanitários nas últimas semanas.

A gravação mostra imagens de Hollande na ocasião em que anunciou a participação de França nos ataques contra o Estado Islâmico no Iraque, seguidas de imagens do refém, ajoelhado e com as mãos atrás das costas, cercado por quatro homens armados.

Em seguida, um dos homens lê uma mensagem em que critica a intervenção dos "criminosos cruzados franceses" contra os muçulmanos na Argélia, no Mali e no Iraque. Pouco depois, aparecem imagens de um dos jihadistas com a cabeça do refém e o corpo deste caído no chão.

A França havia iniciados os ataques aéreos na sexta-feira, unindo-se à campanha Estados Unidos contra o EI. "Nossos valores estão em jogo", afirmou o primeiro-ministro francês Manuel Valls, após saber da divulgação do vídeo. Ele não quis tecer maiores comentários, mas minutos antes havia dito que a França prosseguiria com a investida no Iraque, pelo tempo que for necessário.

RC/rtr/lusa/ap

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