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Economia

Recuperação à vista

A iniciativa privada vê os primeiros indícios de uma recuperação da conjuntura na Alemanha. A perspectiva é de um crescimento econômico de 2% em 2004, revelou uma pesquisa realizada entre 25 mil empresas.

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Otimismo, após três anos de estagnação

"Finalmente há terra à vista para a conjuntura", disse o diretor gerente da Confederação Alemã das Câmaras da Indústria e Comércio (DIHK), Martin Wansleben, ao apresentar, em Berlim, o resultado de uma pesquisa realizada entre 25 mil empresas filiadas. Os sinais positivos tornam-se cada vez mais claros, após três anos de desaquecimento e estagnação. As previsões apontam um crescimento de 2%, desde que se cumpram três condições:

  • que realmente sejam iniciadas reformas econômico-sociais;
  • que o dólar não se mantenha em baixa a longo prazo;
  • que os aumentos salariais sejam moderados.

    Aumento de exportações e consumo

    Dadas tais condições, as exportações deverão retomar seu papel de locomotiva da conjuntura e o consumo privado também deverá aumentar. Além do mais, a produção será favorecida pelo efeito extraordinário de quatro dias úteis a mais em 2004 (devido a feriados que coincidem com fins de semana), o que, em si, já representa 0,5% de crescimento econômico.

    Atualmente, as exportações se desenvolvem em ritmo moderado e a demanda interna "desponta timidamente". A pesquisa também demonstrou a grande diferença entre o status quo e as esperanças projetadas nas previsões. Somente uma de cada sete empresas considerou "boa" sua situação atual de negócios. Mas 29% contam com dias melhores em 2004 (25% contam com uma piora). Na pesquisa anterior, os otimistas não passavam de 17%, enquanto predominava o pessimismo (42%).

    O comércio exterior deve deslanchar no ano que vem: 39% das empresas consultadas contam poder aumentar suas exportações. Somente 10% esperam uma queda. "A demanda de reposição se manifesta agora tanto entre os investidores como entre os consumidores."

    Clarão no horizonte

    Sob o impulso da reativação da conjuntura mundial, a alemã deverá decolar, mas inicialmente "aos solavancos", nas palavras de Wansleben. Apesar da avaliação positiva, não há esperança de melhora no mercado de trabalho, que perderá mais 100 mil empregos no próximo ano.

    Na indústria e prestação de serviços, as empresas já voltaram a ter lucros. O horizonte está clareando para montadoras, construtores de máquinas, bancos e seguradoras . O setor da publicidade, considerado um indicador prévio das tendências, também está se estabilizando. Somente no comércio e na construção civil ainda não se vê a luz no fim do túnel.

    Os senões do futuro

    A Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio saudou as últimas decisões do Parlamento para manter estáveis as contribuições para a previdência. No entanto, criticou as resoluções também aprovadas na sexta-feira (17) sobre a introdução de um imposto mínimo para empresas e a reforma do imposto sobre atividade empresarial. Aplicadas essas medidas, diminuirá a liqüidez de que as empresas necessitam com urgência para investimentos, segundo a DIHK.

    Apesar das perspectivas positivas, a DIHK não tem ilusões: devido aos fracos investimentos nos últimos anos e aos problemas estruturais no mercado de trabalho, não há como se atingir boas taxas de crescimento de forma duradoura.

    A previsão da DIHK veio a reforçar a do governo, que também parte de uma taxa de 2% para o ano que vem. Já os seis principais institutos de pesquisas econômicas, que divulgam seu prognóstico oficialmente na terça-feira (21), prevêem 1,8%. O ministro da Economia, Wolfgang Clement apresentará a previsão oficial do governo na quinta-feira (23).

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