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Mundo

Reconciliação e silêncio

No encontro de cúpula em São Petersburgo, a União Européia facilitou a Bush dar corpo a sua política de reconciliação. Um comentário de Bernd Riegert, redator da Deutsche Welle, enviado a São Petersburgo.

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Antes de partir para a Europa, o presidente norte-americano, George W. Bush, lançara o lema de que, após as divergências sobre a guerra do Iraque, a comunidade internacional deveria fazer as pazes — sob condições estabelecidas por ele. Após o encontro de cúpula com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em São Petersburgo, Bush conseguiu computar para si a primeira demonstração de amor.

Putin havia se recusado a reconhecer a legitimação para uma guerra no Iraque com base no direito internacional, formando com a França e a Alemanha uma coalizão dos não-dispostos. No entanto, a Rússia e os Estados Unidos declararam agora a intenção de agir conjuntamente no Iraque. As relações entre os dois países estão até melhores do que antes, disse Putin. Para firmas russas, acena a possibilidade de negócios com a extração de petróleo no Iraque.

Schröder é um caso à parte

Para a conferência de cúpula do G-8 na cidade francesa de Evian, Bush planeja uma reconciliação mais modesta com o presidente da França, Jacques Chirac. O único a sair com as mãos abanando vai ser o chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder. Ao que parece, o presidente norte-americano está agindo de acordo com a recomendação de sua assessora para questões de segurança, Condoleezza Rice: ame os russos, castigue um pouco os franceses e ignore os alemães. Com isso, desmorona também a coalizão dos não-dispostos, ninguém mais pode falar de um eixo Paris—Berlim—Moscou.

Sem obstáculos pelo caminho

A União Européia, em sua conferência de cúpula com a Rússia realizada em São Petersburgo, facilitou aos EUA a realização de sua "campanha de reconciliação" pela Europa. A UE continua dividida e incapaz de uma política externa conjunta. O menor denominador comum agora é: nós precisamos nos arranjar de alguma maneira com a supremacia norte-americana.

O recente debate na Convenção Européia, que não consegue um consenso sobre estruturas básicas para uma política de defesa e de segurança comum, transmite aos norte-americanos um sinal altamente prejudicial do ponto de vista europeu. Ou seja: os EUA podem continuar buscando na Europa desunida os parceiros que lhes convierem para formar coalizões que sirvam a seus objetivos políticos.

Alemanha isolada

A situação da Alemanha não é nada agradável. Enquanto a Rússia e a França realizam com sucesso a reconciliação com os EUA, o simples aperto de mão entre o chanceler federal Gerhard Schröder e o presidente Bush já é visto como uma pequena sensação. Schröder está isolado.

Pelo visto, os europeus estão dispostos a se deixar fazer de gato e sapato pela Casa Branca. Não há outra explicação para o fato de nenhum dos chefes de governo e de Estado reunidos ter perguntado — pelo menos não abertamente — a George W. Bush onde afinal estão as pretensas armas de destruição em massa do Iraque.

Um abalizado assessor do presidente, o vice-secretário da Defesa, Paul Wolfowitz, nega que as armas tenham sido um motivo importante para a guerra. Um desaforo que exige uma resposta da Europa. Afinal, foi justamente isso que os EUA afirmaram durante meses. O secretário de Estado, Colin Powell, tinha tentado comprová-lo no Conselho de Segurança das Nações Unidas. No entanto, diante da supremacia da potência mundial, a UE, seus futuros membros e a Rússia calam-se consternados. Bem-vindos à nova ordem mundial, na qual os EUA vão impor seus interesses por meio de campanhas militares preventivas.

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