1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Recessão na zona do euro ameaça economia global, aponta relatório

Levantamento realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico defende ação de BCE e dos governos para economia europeia voltar a crescer.

Devido ao enfraquecimento das economias da zona do euro e à vulnerabilidade do sistema financeiro, os 17 países do bloco correm o risco de entrar em "severa recessão", alertou a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em relatório divulgado nesta terça-feira (22/05) em Paris.

A fim de estancar o "grande risco" de queda das economias mundiais, desencadeada pela crise europeia, a entidade defende que os governos e o Banco Central Europeu (BCE) ajam rapidamente. Entre as medidas, a OCDE sugere o BCE compre títulos de dívida, ou mesmo reduza seus juros, a fim de oferecer dinheiro mais barato.

Segundo os autores do estudo, outros fatores que podem ameaçar a economia mundial são o aumento do preço do petróleo e o crescimento da China.

Revisão para baixo

O crescimento global está estimado em 3,4% em 2012. Já para a zona do euro, a OCDE – que reúne os 34 países desenvolvidos e emergentes – prevê que o PIB sofrerá uma queda de 0,1%. Até então, esperava-se um pequeno aumento de 0,2%. No próximo ano, as economias da moeda única europeia devem crescer apenas tímido 0,9%, o que não será suficiente para evitar o aumento do desemprego nos países.

"Hoje estamos em uma pior situação do que há cinco anos", afirmou o economista-chefe da OCDE, Pier Carlo Padoan. "Temos atrás de nós cinco anos de crise, com registros de grandes perdas na produção e no mercado de trabalho, e ainda não resolvemos nosso maior problema, que é a crise de endividamento na zona do euro", disse.

Mesmo já tendo sido iniciados, os processos de reforma implementados no bloco devem acabar sendo freados por causa da recessão. O relatório fala de uma "exaustão de reformas" em alguns países.

"Diante disso, aumenta o perigo de um círculo vicioso, que pode ser causado pelo endividamento alto e irredutível, o fraco sistema bancário, duras medidas de austeridade e o baixo crescimento em curso", traz o relatório.

"É muito importante que algo mude fundamentalmente na zona do euro. Permanecemos uma situação de alto risco e isso tem efeitos sobre a economia global de maneira geral", reforça o economista da OCDE, Eckhard Wurzel.

Alemanha é exceção

Uma exceção na eurozona é a Alemanha. "A economia alemã nos surpreendeu e neste primeiro quadrimestre já cresceu com força", afirmou Andreas Wörgötter, especialista em Alemanha do OCDE. A previsão de crescimento econômico para o país é de 1,2% neste ano e de 2% em 2013.

No estudo divulgado em novembro, a expectativa era que a maior economia europeia alcançasse metade do crescimento previsto agora para este ano. "Os pedidos de encomenda estão aumentando, assim como as vendas no varejo. O setor produtivo cresce, o mercado de trabalho permanece robusto", explica Wörgötter. O país vem alcançando níveis históricos de ocupação: 5,4% este ano e 5,2% no próximo ano.

Entre os membros da OCDE em melhores condições econômicas, estão ainda os Estados Unidos e o Japão, que alcançarão este ano crescimento de 2,4% e 2% respectivamente.

Recuperação lenta

Segundo a OCDE, a economia espanhola deve minguar pelo menos 1,5% este ano, e continuará em recessão em 2013, com um recuo de 0,75%. O desemprego vai ultrapassar os 25%.

As perspectivas não são mais animadoras nos países incluídos em programas de assistência financeira. A Grécia enfrentará cada vez mais dificuldades para implementar as reformas necessárias a cumprir suas metas de deficit e seus compromissos internacionais, devido ao ambiente social, político e econômico no país. A organização prevê uma recuperação lenta.

A economia portuguesa deve cair 3,2% este ano e 0,9% em 2013, quando a taxa de desemprego aumentará, ultrapassando os 16%.

MSB/rtr/ap/lusa/afp/dpa
Revisão: Augusto Valente

Leia mais