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Mundo

Rebelo de Sousa é eleito presidente de Portugal

País elege o social-democrata no primeiro turno. O professor de direito vai suceder Aníbal Cavaco Silva, que ficou 10 anos no poder. Apesar de ter funções representativas, o chefe de Estado pode dissolver o Parlamento.

Marcelo Rebelo de Sousa Portugal Präsidentschaftswahlen

Rebelo de Sousa vence eleição presidencial em Portugal

Os portugueses elegeram neste domingo (24/01) o candidato Marcelo Rebelo de Sousa, do Partido Social-Democrata (PSD), como novo presidente do país pelos próximos cinco anos.

Com 99% da apuração concluída, Rebelo de Sousa recebeu 52% dos votos, enquanto que António Sampaio da Nóvoa, do Partido Socialista, obteve 22%. A abstenção atingiu cerca de 51%.

A terceira colocada foi a eurodeputada Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, com 10,13%. Já a ex-ministra Maria de Belém ficou em quarto lugar, com 4,28%.

Em discurso, Rebelo de Sousa disse que não vai abdicar de suas convicções e ideias. Ele frisou que os outros candidatos não eram seus "adversários", mas seus "oponentes", e sublinhou a coragem deles terem se apresentado para conseguir a presidência do país.

Ele declarou, ainda, que deseja fomentar a unidade nacional. "Quanto mais coesos formos, mais forte seremos", afirmou, acrescentando que será "politicamente imparcial", mas focado na coesão social.

Mais de 9,7 milhões de eleitores foram convocados para participar da eleição presidencial. Dez candidatos estavam na disputa, o que constituiu um recorde de nomes da cédula eleitoral.

Novo presidente quer apoiar governo do premiê

Rebelo de Sousa, de 67 anos, é professor de direito e muito conhecido no país por ter sido por mais de uma década um influente comentarista político na televisão. O novo presidente irá substituir o também conservador Aníbal Cavaco Silva, que ficou uma década no cargo e deixará o poder em 9 de março.

O estilo populista de Rebelo de Sousa recebeu a atenção da população durante a campanha eleitoral e, assim, se posicionou à frente nas pesquisas. Apesar de pertencer ao opositor e liberal Partido Social-Democrata, ele assegurou aos eleitores que iria apoiar o governo de esquerda do primeiro-ministro António Costa.

No país, o chefe de Estado tem funções representativas, mas dispõe do poder de dissolver o Parlamento e vetar leis aprovadas, apesar de os congressistas terem poder de derrubar o bloqueio presidencial. A possibilidade de dissolução do Congresso não é banal tendo em vista a fragilidade da atual coalizão de esquerda que está no poder.

Programa de austeridade

A economia portuguesa voltou a crescer em 2014, três anos após receber 78 bilhões de euros como parte de um programa de resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Durante a campanha, o presidente eleito afirmou que o programa de austeridade e reformas planejado não deve ser implementado em detrimento da disciplina fiscal. O país, que recebeu durante anos a ajuda internacional por meio de empréstimos, ainda não formulou seu orçamento para 2016.

No entanto, o governo do premiê Costa prometeu cumprir com a exigência de Bruxelas de fechar o ano com um déficit de 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) ou menos.

FC/lusa/dpa/ots

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