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Mundo

Rebeldes tuaregues assinam acordo de paz no Mali

Acordo prevê a paz definitiva em regiões de conflito no norte do país. Governo e outros grupos armados já haviam assinado documento em maio, mas ainda faltava a confirmação dos tuaregues.

A incerteza sobre a formalização do acordo de paz em Mali, mediado pela Argélia, pairou até o último momento. Porém, finalmente, neste sábado (20/06) a Coordenadoria de Movimentos do Azawad (CMA) assinou o documento integralmente na capital Bamako. O CMA reúne diversos grupos rebeldes tuaregues.

A cerimônia para celebrar o acordo contou com a presença do presidente do país, Ibrahim Boubacar Keita, e do chefe das tropas da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização no Mali (Minusma), Mongi Hamdi. Diplomatas franceses e americanos também estiverem presentes na ocasião. Países vizinhos do Mali, como Mauritânia, Níger e Burkina Faso, enviaram ministros ao evento.

Em meados de maio, o governo de Mali e diversos grupos armados haviam assinado o acordo, mas falta ainda a assinatura de rebeldes tuaregues. O objetivo é alcançar a paz definitiva em regiões de conflito no norte do país.

Para participar do processo, o CMA exigia, porém, que a região ao norte chamada de Azawad pelos tuaregues fosse reconhecida como "unidade geográfica, política e legal". Nos últimos dias o líder da coordenadoria Bilal Ag Acherif esteve na capital argelina Argel para negociar essas e outras exigências com representantes do governo do Mali.

Desde a independência do Mali em 1960, há revoltas lideradas por tuaregues. Em março de 2012, o governo em Bamako foi derrubado por militares. Diversos grupos rebeldes tuaregues aproveitaram a confusão e incerteza política e se uniram a milícias islâmicas para assumir o controle do norte do país. Posteriormente, eles acabaram sendo expulsos pelos aliados.

Em janeiro de 2013, com a tentativa de expansão da milícia islâmica para o sul do país, a França enviou militares para a região. Em poucas semanas, os franceses conseguiram expulsar os rebeldes das grandes cidades, mas diversos grupos armados permaneceram ativos.

CN/afp/dpa/rtr

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