Rebaixamento da nota de crédito da Itália aumenta pressão sobre o país | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 20.09.2011
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Economia

Rebaixamento da nota de crédito da Itália aumenta pressão sobre o país

Segundo a agência de crédito Standard & Poor's, as reformas implementadas pelo governo italiano não são suficientes para controlar a dívida pública italiana. Enquanto isso, governo grego luta contra falência.

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Berlusconi criticou avaliação

O cenário econômico na Itália não é otimista, e a situação deve se agravar. Esse é o julgamento da agência de classificação de risco Standard & Poor's, que rebaixou a nota de crédito do país europeu de A+ para A na noite desta segunda-feira (19/09).

"O rebaixamento espelha a nossa opinião da pessimista perspectiva de crescimento da economia italiana", justificou a Standard & Poor´s. Segundo a agência, as recentes reformas implementadas pelo governo não são suficientes para resolver os problemas das finanças italianas.

A decisão da agência de rating acontece depois de várias semanas de nervosismo nos mercados devido também à crise na Itália, em particular sobre a habilidade do país de refinanciar sua dívida pública, de 1,9 trilhão de euros.

Rejeição do rebaixamento

De Roma, o primeiro-ministro Sílvio Berlusconi respondeu nesta terça-feira: "A avaliação da Standard & Poor's parece ser mais ditada por comentários de jornais do que pela realidade das coisas e parece ser manchada por considerações políticas".

Em nota, o governo italiano rejeitou a análise da agência, alegando que a coalizão liderada por Berlusconi tem uma "sólida" maioria parlamentar. O comunicado também ressaltou que o pacote de austeridade recentemente acordado na Itália tem o objetivo de zerar o déficit orçamentário do país até 2013. Esse plano, segundo o governo, está sendo implantado para favorecer o crescimento econômico – o que deve ser observado num prazo médio.

Como consequência do rebaixamento, a Itália pode se ver obrigada a pagar juros mais altos se tiver que fazer novos empréstimos – quanto pior a nota de crédito, maior é o risco de que os credores não obtenham mais o dinheiro de volta.

A outra crise

Ainda nesta segunda-feira, a Grécia tentou assegurar aos credores internacionais que o país não vai falir. Em teleconferência, o ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos, ao lado de representantes da União Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu – a chamada Troika – afirmou que a Grécia apressa os planos para controlar a crise da dívida.

Na rápida teleconferência, Venizelos tentou convencer os representantes da Troika a retomarem o trabalho em Atenas para ajudar o país a sair da profunda crise. Apesar de breve, a conversa foi avaliada como "substancial e produtiva" pelo ministro grego. "As negociações correram bem. Estamos satisfeitos e confiantes de que elas irão terminar bem", dizia a nota divulgada.

As conversas entre as partes devem ser retomadas na tarde desta terça-feira. Uma avaliação positiva da Troika sobre o pacote de estabilização da dívida pública grega é condição para que o governo do país receba a próxima parcela de ajuda financeira da União Europeia, de oito bilhões de euros. Essa soma faz parte do pacote de socorro do bloco destinado à Grécia, no total de 110 bilhões de euros.

Caso o governo grego não receba esse dinheiro, segundo avaliações oficiais, o país pode declarar falência já em outubro.

NP/dpa/rts
Revisão: Roselaine Wandscheer

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