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Mundo

Reações européias à derrota republicana nos EUA

Os republicanos sofreram uma sensível derrota na eleição norte-americana para o Congresso e para governador. Europeus esperam mudanças na política interna e externa do presidente George W. Bush.

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Democratas comemoram vitória de seu candidato nos Estados Unidos

Nas eleições parlamentares e para governador realizadas neste 7 de novembro nos Estados Unidos, os representantes do Partido Democrata conseguiram, pela primeira vez em doze anos, maioria na Câmara de Representantes. No Senado, a corrida ainda está apertada.

George W. Bush

Bush terá que dividir o poder com os democratas

Na eleição para governador, os democratas conseguiram conquistar o governo de seis Estados considerados bastiões republicanos, conseguindo para si a maioria dos governos estaduais norte-americanos.

Políticos e jornalistas europeus consideram a guerra do Iraque como motivo para a derrota do partido do presidente na eleição e esperam mudanças na política interna e externa de George W. Bush.

Guerra do Iraque como razão fundamental

Em entrevista à rede de televisão GR1, o primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, declarou nesta quarta-feira (08/11) que a guerra do Iraque teria sido uma razão "bastante fundamental" para a derrota republicana nas eleições parlamentares, uma opinião também compartilhada pelos grandes jornais norte-americanos Washington Post e New York Times.

Italien nach den Wahlen Romano Prodi ist Sieger

Derrota de Bush deveu-se à guerra do Iraque, afirma Prodi

Prodi declarou que "apesar de ter havido alguns problemas políticos internos, a derrota adveio da guerra do Iraque", acrescentando que não espera grandes mudanças nas relações entre os Estados Unidos e a Europa. Ulrich Wilhem, porta-voz do governo alemão, declarou nesta quarta-feira, em Berlim, que "nós não vemos mudança na capacidade de ação da política externa norte-americana devido ao resultado eleitoral".

Em entrevista à rede de televisão alemã N24, o embaixador norte-americano em Berlim, William R. Timken, por sua vez, declarou não esperar mudanças fundamentais na política externa norte-americana: "A responsabilidade da política externa dos Estados Unidos está nas mãos do presidente e do governo e não nas mãos do Congresso. Por isto, acho que o presidente deverá repensar sua política, mas não o seu estilo", comentou Timken nesta quarta-feira.

Mudanças na política do Iraque

Karsten Voigt (SPD), coordenador das relações teuto-norte-americanas do governo alemão, acredita que haverá mudanças na política norte-americana para o Iraque. Voigt declarou à emissora de TV Bayerischer Rundfunk que a pressão sobre Bush crescerá não só por parte dos democratas, "mas também porque, dentro do Partido Republicano, aumenta o número daqueles que exigem uma mudança de curso".

interview 06.11.2004 karsten voigt

Segundo Voigt, nova política agradará alemães

À emissora Deutschlandfunk, Voigt declarou que, em temas como o Iraque e a proteção do meio ambiente, haverá cada mais vozes que "agradarão aos ouvidos alemães". Por outro lado, a Alemanha também estará passível de maiores exigências. Não que se espere dos alemães que intervenham militarmente no Iraque. Pode ser, entretanto, que se exija da Alemanha uma maior presença no sul do Afeganistão ou nas regiões sudanesas em crise, comentou Voigt.

Andreas Schockenhoff (CDU), vice-presidente da bancada da União (CDU/CSU) no Parlamento alemão, é de opinião que "em termos de política interna, o presidente norte-americano George W. Bush deverá orientar sua política para temas como meio ambiente, energia, mas também para o combate à pobreza. Internacionalmente, isto vem bem ao encontro dos nossos objetivos – como, por exemplo, no G8".

Em 2007, a Alemanha assume a presidência do G8, grupo dos países mais industrializados e Rússia, como também por seis meses a presidência do Conselho da União Européia. Em ambos os cargos, Angela Merkel declarou como prioridade o combate às mudanças climáticas.

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