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Cultura

Rau e Putin abrem mega encontro teuto-russo

Os presidentes alemão, Johannes Rau, e russo, Vladimir Putin, abriram em Berlim o encontro cultural teuto-russo. Serão 350 estréias de teatro e ópera, exposições e festivais, até o fim de 2004, nos dois países.

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Tchechenos protestam em Berlim contra "genocídio"

A presença do presidente russo neste domingo na capital alemã, mostrou a importância política do Encontro Cultural Teuto-Russo 2003/2004. O programa gigatesco começou com um concerto da filarmônica de São Petersburgo e apelos de Putin e seu anfitrião por mais intercâmbio entre seus países. Sem estreitos contatos culturais não teria sido possível o grande sucesso político de libertar as relações bilaterais da carga da Guerra Fria, disse o chefe do Cremlin, no ato solene, na casa de concertos.

Wladimir Putin und Johannes Rau in Berlin

Presidentes da Alemanha, Johannes Rau (dir), e da Rússia, Vladimir Putin

O chefe de Estado alemão recomendou a programação de dois anos como oportunidade para o seu povo e os russos se conhecerem melhor e aproveitarem o máximo possível as heranças culturais e as culturas contemporâneas um do outro. O programa é ambicioso. No festival de cinema Berlinale, homenageou a Rússia com uma retrospectiva de filmes russos, que surgiram após o fim da União Soviética e que eram pouco conhecidos até agora na Alemanha. A Rússia será também este ano o destaque da Feira do Livro, em Frankfurt.

No verão, será realizado um festival de música russa em Saabrücken, onde fãs do balé russo poderão admirar o grupo do Teatro Bolchoi de Moscou. Mas o ponto máximo dos dois anos teuto-russos é a exposição "Berlim-Moscou/Moscou-Berlim de 1950 a 2000", a partir de outubro, na capital alemã. Ela será mostrada também em Moscou a partir do início de 2004.

Butim e guerra

O tema butim de guerra ainda é, todavia, motivo de discussão nas relações teuto-russas. Uma das causas são as bases legais diferentes nos dois países. A câmara dos deputados em Moscou (Duma) aprovou em 1997 uma lei que proíbe a devolução à Alemanha de objetos de arte elevados pelo Exército Vermelho e órgãos estatais soviéticos na Segunda Guerra Mundial.

Outra questão delicada é a guerra na Tchechênia. Ativistas dos direitos humanos criticaram que o conflito sangrento na república separatista não tenha papel algum no programa do encontro bienal teuto-russo. Na frente da embaixada russa e no Portal de Brandemburgo, integrantes da Sociedade teuto-Cáucasa protestaram contra "o genocídio na Tchechênia".

A organização ativista dos direitos humanos Anistia Internacional também exigiu que o governo alemão se empenhe pelo "fim da impunidade" na Rússia e pela renovação do mandato da missão da Organização para Segurança e Cooperação na Europa, para que possam ser denunciadas as violações maciças dos direitos humanos pelas tropas russas.

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