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Mundo

Rainha da Inglaterra visita Alemanha

Em três dias, Elizabeth II visita várias cidades alemãs. Relações teuto-britânicas consideradas boas, apesar de divergências sobre a guerra no Iraque e dos clichês alimentados pela mídia inglesa.

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Elizabeth II está pela quarta vez no país

A rainha da Inglaterra, Elizabeth II, iniciou nesta terça-feira (02/11) sua quarta visita oficial à Alemanha. Em Berlim, mantém encontros com o presidente alemão, Horst Köller, o chanceler federal, Gerhard Schröder, e o presidente do Bundestag (parlamento alemão), Wolfgang Thierse, além de conversar com jovens cientistas e participar de uma conferência sobre o clima.

A rainha e seu marido, o príncipe Philip, duque de Edimburgo, desembarcaram com pesada bagagem, mordomo e cabeleireiro próprios e hospedaram-se no luxuoso Hotel Adlon, na capital alemã, cuja suíte presidencial têm vista para o Portão de Brandemburgo. Na noite desta terça-feira, eles participam de um banquete para 250 convidados, oferecido pelo governo alemão. Mil policiais foram mobilizados para garantir a segurança do casal durante sua estada na Alemanha.

Viagem ao passado e ao futuro

Na quarta-feira (3/11), a rainha abre uma conferência sobre o clima na embaixada inglesa. Depois, visita a Ilha dos Museus, em Berlim, e o Castelo Cecilienhof, em Potsdam, onde os aliados definiram em 1945 o quadro político da Europa para o pós-guerra. Enquanto isso, o príncipe Philip visitará uma cervejaria.

Para lembrar o sofrimento de seu próprio povo na Segunda Guerra, Elizabeth II depositará uma coroa de flores no cemitério britânico em Stahnsdorf. À noite, a rainha assistirá a um concerto beneficente para a reconstrução da igreja Frauenkirche de Dresden, destruída por bombardeiros britânicos em 1945. Desta vez, no entanto, a cidade não será visitada pela rainha. A sugestão de que em seus pronunciamentos a soberana incluísse um pedido oficial de desculpas pelos bombardeios ocupou o imprensa sensacionalista de ambos os países no final de semana.

A agenda da rainha Elizabeth na Alemanha, no entanto, não se resume a uma viagem ao passado. Na quinta-feira (3/11), a comitiva real segue para a Renânia do Norte-Vestfália, onde poderá ter uma idéia do futuro da cooperação teuto-britânica, ao visitar empresas inglesas, como as companhias telefônica Vodafone e petrolífera BP. Além disso, está prevista uma breve visita à assembléia estadual, em Düsseldorf.

Boas rela ções, apesar dos preconceitos

Descendente da família real dos Saxe-Coburg-Gotha, o que fez com que fosse considerada alemã, não há registro de que alguma vez ela tenha se manifestado negativamente sobre a Alemanha. O mesmo não se pode dizer de alguns representantes da mídia britânica. "Os alemães são todos nazistas", teria dito recentemente o dono do jornal popular Daily Express, Desmond Richard. Publicações sérias, como o Financial Times e o The Guardian, condenaram o escorregão como piada de mau gosto, calúnia e "veneno do preconceito".

Em parte, os preconceitos parecem ser alimentados também pela televisão. Segundo dados do Instituto Goethe, a TV inglesa exibe semanalmente mais de uma dúzia de filmes sobre a Segunda Guerra Mudial e o holocausto. "Mais de 50% dos ingleses entre 16 e 24 anos de idade não têm qualquer idéia da Alemanha contemporânea. Sete por cento dos britânicos rejeitam a Alemanha e 40% têm uma imagem positiva do país", afirma Ulrich Sacker, diretor do instituto em Londres.

Apesar disso, as relações entre os governos dos dois países são consideradas boas. "Entre o premiê Tony Blair e o chanceler federal, Gehard Schröder, são até excelentes. Os dois atingiram um grau de confiança que os permite divergir em assuntos políticos", diz o embaixador alemão em Londres, Thomas Matussek.

Segundo o cientista político Klaus Larres, nem mesmo as posições opostas de Blair e Schröder quanto à guerra no Iraque chegaram a abalar as relações teuto-britânicas. Alguns analistas afirmam que a rejeição de Schröder à guerra no Iraque até ajudou a melhorar a imagem da Alemanha junto ao povo inglês.

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