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Mundo

Radicais islâmicos roubam urânio de universidade no Iraque

AIEA confirma que foi informada, mas diz acreditar que material não representa risco significativo de segurança por ter baixo grau de enriquecimento.

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Material roubado não é urânio enriquecido, que pode ser usado para a fabricação de bombas nucleares

Militantes islâmicos roubaram urânio de uma universidade no Iraque, segundo comunicado do governo em Bagdá à Organização das Nações Unidas (ONU). A notícia foi confirmada nesta quinta-feira (10/07) pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A agência busca mais detalhes, mas disse acreditar que o material não representa uma grande ameaça por ser de "baixo grau".

"Com base em informações preliminares, acreditamos que o material envolvido é de baixa grau e não representaria um risco significativo de segurança ou de proliferação nuclear", afirmou Gill Tudor, porta-voz da AIEA. "De qualquer forma, qualquer perda de controle regulatório sobre materiais nucleares ou radioativos é motivo de preocupação."

O urânio ficava armazenado na Universidade de Mossul, no norte, que abrigava cerca de 40kg do material. A denúncia havia sido feita através de uma carta enviada à ONU no dia 8 de julho, na forma de um pedido de ajuda para "evitar o uso do componente por terroristas no Iraque ou no exterior". A cidade de Mossul foi recentemente tomada pelo grupo radical sunita Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL).

Para ser usado em armas nucleares, o urânio precisa ser enriquecido, mas terroristas poderiam misturar o material com explosivos convencionais na produção das chamadas bombas sujas, que, ao explodir, dispersam o material radioativo que elas contêm. Especialistas avaliam, porém, que o material não serviria nem mesmo para isso, considerando a quantidade e a origem.

IP/rtr/dpa