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Mundo

Radicais islâmicos matam 28 pessoas em ataque a ônibus no Quênia

Grupo rebelde Al Shabaab, da vizinha Somália, assumiu responsabilidade por atentado. Guerrilheiros executaram passageiros que não sabiam recitar versos religiosos muçulmanos.

Combatentes da milícia radical islâmica Al Shabaab, da Somália, mataram 28 pessoas em um ataque a um ônibus neste sábado (22/11) no nordeste do Quênia. Segundo a polícia, os extremistas separaram os ocupantes do veículo entre muçulmanos e não muçulmanos, antes de executarem todos os não muçulmanos. A milícia assumiu a autoria do atentado.

De acordo com a polícia, o ônibus tinha partido com 60 passageiros da cidade fronteiriça queniana de Mandera em direção à capital, Nairóbi, quando foi atacado depois de percorrer cerca de 50 quilômetros, sendo retirado da estrada. Os combatentes do Al Shabaab forçaram os passageiros a desembarcar e os dividiram em dois grupos.

Segundo testemunhas, os rebeldes fuzilaram aqueles que não conseguiam recitar a chahada, uma declaração de fé muçulmana, após fazê-los deitar no chão. Dezenove homens e nove mulheres foram mortos, de acordo com o chefe de polícia queniano David Kimaiyo.

Os atacantes teriam fugido, atravessando a fronteira. Um porta-voz da milícia islâmica radical Al Shabaab assumiu a autoria do ataque, afirmando que ele foi um ato de vingança contra ações da polícia queniana em Mombaça.

Na cidade portuária queniana, durante uma grande operação realizada há uma semana em várias mesquitas, forças de segurança mataram uma pessoa e prenderam outras 350. Na ação, foram apreendidas numerosas armas e bandeiras negras, como as usadas pelo Al Shabaab.

Ataque aéreo teria matado 45 rebeldes

Militares quenianos afirmaram que responderam o atentado deste sábado com ataques aéreos horas depois, destruindo, segundo eles, o campo dos atacantes na Somália e matando 45 rebeldes.

Ultimamente, o Quênia tem sofrido ataques sangrentos realizados pelo Al Shabaab. Um dos de maior destaque ocorreu no shopping Westgate, em Nairóbi, em setembro de 2013, no qual pelo menos 67 pessoas foram mortas. Em junho, combatentes do movimento radical mataram cerca de 60 pessoas em dois ataques a cidades costeiras do país.

O Al Shabaab disse que os ataques foram uma retaliação pelo fato de o Quênia participar na intervenção militar internacional na Somália. Desde a queda do ditador Siad Barre, em 1991, a Somália passa por uma guerra civil.

O Al Shabaab controlou por anos grande parte do centro e sul do país, mas foi expulso da maioria das cidades. Seu objetivo é o estabelecimento de uma teocracia islâmica.

MD/afp/ap

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