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Mundo

Rússia veta comunicado da ONU condenando ataque sírio à Turquia

Texto vetado condenava bombardeio que matou cinco civis turcos e alertava para a ameaça à paz e à segurança mundiais. Otan, Alemanha, França e Reino Unido manifestaram apoio à Turquia. Bulgária teme onda de refugiados.

Objeções da Rússia a um comunicado da Organização das Nações Unidas (ONU) condenando bombardeios da Síria à Turquia levaram o Conselho de Segurança a retomar as discussões sobre o assunto, informaram diplomatas nesta quinta-feira (04/10). Moscou propôs um texto mais brando, pedindo por "contenção" na fronteira sem mencionar violações à legislação internacional.

Nesta quarta-feira, a Turquia havia pedido ao Conselho de Segurança para tomar as medidas necessárias para deter o que chamou de "um ato de agressão da Síria contra a Turquia", referindo-se ao ataque à localidade turca de Akçakale, que deixou cinco mortos. Em resposta, a Turquia bombardeou alvos militares e aprovou operações militares na Síria.

Esperava-se que o rascunho do comunicado da ONU fosse aprovado num "processo silencioso", em que o texto é adotado caso nenhum país se oponha. Mas "os russos quebraram o silêncio", disse o embaixador britânico nas Nações Unidas, Mark Lyall Grant.

Comunicado polêmico

O texto original condena de maneira incisiva um ataque da Síria à Turquia e pede pelo fim das violações em território sírio. Os russos propuseram remover uma frase apontada por diplomatas como crucial: "Tais violações da legislação internacional constituem uma séria ameaça à paz e à segurança internacionais".

Syrien Türkei Akcakale Soldaten

Tropas turcas assumem posição em Akçacale

Enviados da ONU disseram que o trecho removido pela Rússia tinha como objetivo sinalizar que o Conselho de Segurança deveria se manter envolvido no conflito. Os EUA também propuseram alterações, mas para "fortalecer" o texto original, informou um diplomata.

Diplomatas da ONU reclamaram que as propostas da Rússia para um texto mais brando, se aceitas, enfraqueceriam o comunicado num nível inaceitável.

"Os membros do Conselho de Segurança pedem às partes que ajam com moderação e evitem confrontos militares que poderiam levar a um agravamento da situação na fronteira entre a Síria e a Turquia", dizia o comunicado proposto pela Rússia, informou a agência de notícias Reuters.

O ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, declarou nesta quinta-feira que a Síria havia reconhecido que o ataque fora um "acidente trágico" e disse ser vital que Damasco confirmasse isso oficialmente. Segundo Lavrov, o governo de Bashar al-Assad garantiu ao embaixador russo na capital síria que o incidente na fronteira não se repetiria.

Apoio à Turquia

Der russische Aussenminister Sergej Lawrow spricht am Samstag (05.02.11) im Hotel Bayerischer Hof in Muenchen bei der 47. Muenchner Sicherheitskonferenz nach dem Austausch der Urkunden zum START-Abkommen zur atomaren Abruestung. Die Muenchner Sicherheitskonferenz findet von Freitag (04.02.11) bis Sonntag (06.02.11) im Hotel Bayerischen Hof statt. (zu dapd-Text) Foto: Joerg Koch/dapd

Segundo Lavrov, o governo Assad garantiu que incidente na fronteira não se repetiria

A pedido da Turquia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) convocou uma reunião de emergência nesta quarta-feira. A aliança militar, da qual a Turquia é membro, pediu que a Síria acabasse "com a violação hedionda do direito internacional". Outros países também mostraram-se solidários com a Turquia.

"Condenamos fortemente os ataques sírios à Turquia", declarou a chanceler federal alemã, Angela Merkel. Segundo a chefe alemã de governo, a Alemanha está do lado da Turquia.

O ministro do Exterior alemão, Guido Westerwelle, disse que é preciso fazer tudo o que for possível para que o conflito interno sírio não se espalhe pela região. O político apelou à Rússia e à China para que não continuassem reduzindo a capacidade de ação da comunidade internacional através de vetos no Conselho de Segurança da ONU.

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, pediu à Síria que cessasse a violência e respeitasse a soberania e a integridade territorial do país vizinho.

O ministro do Exterior francês, Laurent Fabius, declarou esperar que o Conselho de Segurança condene claramente o governo sírio. Para seu colega britânico, William Hague, a reação militar da Turquia é compreensível. "Declaramos nossa profunda solidariedade para com a Turquia". O governo sírio precisa garantir que um incidente do tipo não se repita, disse.

Bulgária em alerta

Bundeskanzlerin Angela Merkel (CDU) nimmt am 04.10.2012 in Berlin am ersten Demografiegipfel der Bundesregierung teil. Friedrich und weitere Bundesminister wollten bei dem Treffen mit Verbandsvertretern, Wissenschaftlern und Bürgern über Probleme und Chancen der Bevölkerungsentwicklung diskutieren. Friedrich hatte zu dem Gipfel eingeladen. Foto: Maurizio Gambarini dpa pixel

Merkel: "Condenamos fortemente os ataques sírios à Turquia"

À medida que o número de refugiados sírios na Turquia aumenta, a Bulgária teme a chegada de levas de refugiados, declarou o presidente búlgaro, Rosen Plevneliev, nesta quinta-feira. O país tem uma fronteira de 259 quilômetros com a Turquia.

"Uma enorme onda de refugiados já está se espalhando, não apenas rumo à Turquia, mas também para outros países vizinhos", disse Plevneliev.

Segundo dados oficiais, nas últimas 24 horas, a polícia de fronteira búlgara já deteve 33 imigrantes sírios tentando entrar ilegalmente no país através da Turquia. A Bulgária já abriga 280 refugiados, vindos principalmente da Síria, e está preparada para montar um acampamento para mil pessoas, informou a agência de refugiados estatal.

LPF/rtr/afp/dpa
Revisão: Carlos Albuquerque

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