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Mundo

Rússia quer evitar que Kosovo abra precedente de independência unilateral

Durante a Conferência de Segurança de Munique, a Rússia alertou do risco de a UE criar um precedente, caso venha a reconhecer um Kosovo independente. O norte de Chipre poderia ser o próximo a reivindicar reconhecimento.

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Soldados alemães no Kosovo

Durante a Conferência de Segurança de Munique, a Rússia alertou do risco de a União Européia criar um precedente, caso venha a reconhecer um Kosovo independente. O norte de Chipre poderia ser o próximo a reivindicar reconhecimento. A Rússia voltou a advertir a União Européia contra o reconhecimento de um Kosovo independente. "Precisamos nos manter dentro dos limites do direito internacional e evitar a criação de precedentes", declarou o vice-premiê russo Sergei Ivanov, neste domingo (10/02), durante a Conferência de Segurança de Munique. "Uma declaração de independência unilateral abriria um precedente e, com isso, uma caixa de Pandora", explicou Ivanov. Se os países europeus reconhecerem o Kosovo unilateralmente, teriam que reconhecer o norte de Chipre, advertiu ele. O norte da ilha grega, sob ocupação turca, se considera independente, mas não conta com reconhecimento por parte da União Européia. Bloqueio russo na ONU tornaria duvidoso status do Kosovo A Rússia apóia a Sérvia na resistência contra a independência do Kosovo. Espera-se que a província majoritariamente habitada por albaneses se declare um Estado independente nas próximas semanas e conquiste o reconhecimento da União Européia. Como a Rússia, com direito de veto enquanto membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, ameaça bloquear o reconhecimento internacional, o status do Kosovo se manteria duvidoso. Isso também se aplicaria aos planos de estabilizar a província através de tropas da Otan e de uma missão policial européia. Ivanov alerta que é impossível estipular um prazo para uma intervenção militar do gênero. Os Estados Unidos já anunciaram o reconhecimento diplomático imediato de um Kosovo independente. Eslovênia quer acelerar acordos com países balcânicos A Eslovênia, atualmente na presidência da União Européia, defende novos acordos europeus com outros países balcânicos. "Durante o nosso mandato e o próximo, deveríamos servir à região com acordos de estabilização ou acertos sobre uma eventual candidatura ao ingresso na comunidade", declarou o ministro do Exterior esloveno, Dimitri Rupel, sem dar detalhes sobre quais países estariam incluídos.

Atualmente, os países balcânicos mantêm diferentes tipos de relação com a União Européia. A Croácia já está em negociações quanto a um possível ingresso, a Macedônia já tem status de país candidato. Outros países selaram um acordo de estabilização e associação com a UE. Com a Sérvia, a UE queria fechar um pré-acordo de estabilização e associação, mas a proposta ainda encontra grande resistência por parte dos políticos sérvios. (sm)

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