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Mundo

Rússia lança exercícios militares com milhares de soldados

Manobra no Ártico e em outras regiões vem como demonstração de força em meio a estremecidas relações com o Ocidente. Após boatos, presidente Vladimir Putin faz primeira aparição pública em dez dias.

As Forças Armadas da Rússia iniciaram nesta segunda-feira (16/03) manobras militares no Ártico e em outras regiões, numa aparente demonstração de força ordenada pelo presidente Vladimir Putin.

Os exercícios, que envolvem 38 mil soldados, mais de 50 navios e submarinos e 110 aeronaves, têm como objetivo pôr à prova a prontidão da Frota do Norte e a capacidadedas Forças Armadas de colocar tropas adicionais em ação.

O ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu, disse que "os novos desafios e ameaças militares exigem um aumento das competências das Forças Armadas". Os exercícios, que devem durar cinco dias, também devem testar a capacidade das Forças Armadas de reforçar sua presença nos arquipélagos de Nova Zembla e Terra de Francisco José e de proteger as fronteiras do território russo por terra, ar e mar.

Outras tarefas incluem o transporte aéreo de tropas de operações especiais para localidades distantes e esforços para conter manobras inimigas.

Exercícios militares também ocorrem em outras partes do território russo. Cerca de 3 mil soldados foram enviados à ilha Sacalina, à península de Kamchatka e a outras regiões no Extremo Oriente. A Força Aérea russa também executou manobras no sul da Sibéria.

Os exercícios ocorrem em meio ao conflito entre separatistas pró-Rússia e tropas de Kiev no leste da Ucrânia, que aumentou as tensões entre a Rússia e o Ocidente. Os Estados Unidos planejam realizar, ainda neste mês, manobras militares em conjunto com as Forças Armadas da Estônia, Lituânia e Letônia.

O presidente Putin fez nesta segunda-feira a sua primeira aparição pública após uma ausência de dez dias, que havia gerado especulações sobre seu estado de saúde.

Com uma aparência um tanto pálida, o presidente compareceu a um encontro com o presidente do Quirguistão, nos arredores de São Petersburgo. "Sem esses rumores, não teria graça", afirmou o presidente, se referindo aos boatos.

RC/rtr/afp/ap

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