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Mundo

Rússia exuma restos mortais do último czar

Análise das ossadas de Nicolau 2º e sua mulher tem como objetivo confirmar a autenticidade dos restos mortais do herdeiro Alexei e da grã-duquesa Maria, que é contestada pela Igreja Ortodoxa.

Investigadores russos exumaram nesta quarta-feira (23/09) os restos mortais do último czar da Rússia, Nicolau 2º, e de sua mulher, czarina Alexandra. A exumação ocorreu numa catedral de São Petersburgo, onde a família imperial está enterrada.

Os sete membros da família imperial russa, integrantes da dinastia Romanov, foram mortos em 1918, na sequência da Revolução Russa de 1917, que pôs fim ao regime monarquista.

A equipe de investigadores também colheu vestígios de sangue no uniforme do avô de Nicolau 2º, Alexandre 2º, que foi assassinado em 1881.

O principal objetivo dos investigadores é confirmar a autenticidade dos restos mortais do herdeiro Alexei e da grã-duquesa Maria, que foram encontrados longe dos restos mortais dos demais membros da família.

"Decidimos iniciar novamente do começo e realizar novos exames", afirmou o investigador Vladimir Solovyov.

Em julho, a Igreja Ortodoxa Russa – que considera toda a família imperial Romanov santa – exigiu a reabertura das investigações, lançando dúvidas sobre a autenticidade dos restos mortais de Alexei e Maria.

Se a autenticidade for confirmada, os dois também deverão ser enterrados na catedral em São Petersburgo, ao lado dos restos mortais dos pais e das três irmãs, as grã-duquesas Anastásia, Olga e Tatiana. A cerimônia está programada para meados de outubro.

Nicolau 2º, a mulher, os cinco filhos e empregados da família imperial foram mortos a tiros por revolucionários bolcheviques. Os corpos foram jogados no poço de uma mina, queimados e depois enterrados às pressas.

A vala comum foi localizada perto da cidade de Ecaterimburgo em 1991. Sete anos depois foram identificados os restos mortais do casal imperial e das filhas Anastasia, Olga e Tatiana. Os corpos foram enterrados em São Petesburgo, a antiga capital do império.

Numa segunda vala, encontrada em 2007, estavam os restos mortais que seriam do herdeiro Alexei e de Maria. A Igreja Ortodoxa Russa, que canonizou os últimos membros da dinastia Romanov, não se convenceu da autenticidade, e os vestígios foram armazenados nos arquivos estatais.

KG/afp/ap/dpa

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