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Mundo

Rússia dá o troco na "guerra diplomática" com o Reino Unido

Moscou suspende cooperação com o Reino Unido no combate ao terrorismo e vai expulsar quatro diplomatas britânicos, informa agência de notícias.

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Mikhail Kamynin anunciou represálias contra o Reino Unido

O governo russo reagiu, nesta quinta-feira (19/07), à expulsão de quatro diplomatas seus pelo Reino Unido, no início da semana. Moscou anunciou que também expulsará quatro diplomatas britânicos. Além disso, representantes do governo britânico não receberão mais visto para entrar na Rússia, informou a agência de notícias Interfax.

O "guerra diplomática" entre os dois países foi desencadeada pela recusa da Rússia de extraditar Andrei Lugovoy, que a Justiça britânica acusa do assassinato do ex-espião Alexander Litvinenko.

"A resposta russa é objetiva, equilibrada e, tanto quanto possível, mínima", explicou o porta-voz do Ministério russo das Relações Exteriores, Mikhail Kamynin. Ele anunciou também que a cooperação com Londres no combate ao terrorismo internacional será suspensa. "Turistas e pessoas ligadas a negócios não serão atingidas pelas medidas", disse.

O ex-espião Alexander Litvinenko morreu em novembro do ano passado, em Londres, em conseqüência de um envenenamento com a substância radioativa polônio 210. A Justiça britânica considera o ex-agente do serviço secreto russo Andrei Lugovoy como principal suspeito do assassinato e pede a sua extradição.

Moscou nega a extradição. À beira da morte, Litvinenko acusou o governo russo de haver ordenando o assassinato.

EUA tentam apartar a briga

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, interveio na briga nesta quinta-feira, pedindo que Moscou atenda ao pedido de extradição apresentado pelo Reino Unido.

O embaixador russo em Londres, Iuri Fedotov, escreveu ao jornal britânico Times , que "é grotesco imaginar que o assassinato de Litvinenko tenha tido o aval ou até a participação ativa do governo russo". Ele disse que a Rússia estaria disposta a levar Lugovoy ao banco dos réus, se o Reino Unido apresentasse provas suficientes.

Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, descartou na quarta-feira a realização de um julgamento em país neutro. As relações com a Rússia estão tensas, segundo nota divulgada na quarta-feira pelo Ministério britânico das Relações Exteriores. (leix/gh)

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