Rússia consente passagem de transportes da Otan por seu território | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 04.04.2008
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Mundo

Rússia consente passagem de transportes da Otan por seu território

A cúpula da Otan em Bucareste acerta uma nova estratégia para o Afeganistão. Diversos países prometem aumentar seu contingente na Isaf e a Rússia permite passagem de certos transportes da Otan por seu território.

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Vladimir Putin (esq.) e George W. Bush (dir.), em Bucareste

O Otan poderá abastecer seus 50 mil soldados no Afeganistão por via terrestre através do território russo. Nesta sexta-feira (04/04), durante o encontro de cúpula de Bucareste, a aliança assina com a Rússia um acordo de trânsito que prevê o transporte de mercadorias "não letais".

Isso inclui desde cargas de mantimentos até certos equipamentos militares. Ao contrário do que pretendia inicialmente a Otan, o acerto não prevê a passagem de tropas pelo território russo ou o uso do espaço aéreo do país. Mesmo assim, o acordo representa um passo histórico, considerando que a Rússia se sente há anos ameaçada pela aproximação das forças da Otan de suas fronteiras.

Maior equilíbrio na divisão de encargos no Afeganistão

O 26 países-membros da aliança acertaram uma nova estratégia para o Afeganistão, a fim de criar uma nova base para a operação militar já existente há cinco anos. Em uma declaração comum, os países da Otan se comprometeram a enviar mais soldados para a região, suspender – na medida do possível – eventuais restrições geográficas ou de outra ordem para suas tropas e participar de forma igualitária nas operações de combate.

Além disso, a cúpula de Bucareste também aprovou um plano sigiloso sobre a finalização da operação militar internacional no Afeganistão. Ele prevê o fortalecimento da polícia e do exército afegãos, uma medida que possibilitará a retirada gradativa das tropas da Isaf (Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão). O treinamento da polícia afegã, sob o comando da União Européia, é considerado um ponto fraco da operação dentro da aliança. O governo afegão pede que o contingente de 200 treinadores seja quintuplicado.

Maior convergência entre Europa e EUA

A França anunciou que vai contribuir para a operação da Isaf com o envio de um contingente adicional de 700 soldados, além dos 2,3 mil já estacionados na região. Isso deverá aliviar os soldados canadenses estacionados no sul do país, uma região especialmente conflituosa. Com isso, o Canadá desistiu de retirar seus 2,5 mil soldados da região, conforme tinha ameaçado caso não recebesse respaldo de outros países.

Em contrapartida, os EUA asseguraram menor resistência a uma política européia de segurança e defesa, uma importante meta da França na presidência da União Européia durante o segundo semestre deste ano.

Soldados alemães ainda longe da frente de combate

Segundo informações de diplomatas franceses, a Espanha, a Austrália e alguns países do Leste Europeu estão entre os que planejam elevar seu contingente no Afeganistão nos próximos meses. Diplomatas americanos se referiram a 12 ou 13 países dispostos a enviar mais soldados. A Otan ainda não divulgou nenhuma informação oficial nesse sentido.

A Alemanha continua se recusando a enviar tropas adicionais ao Afeganistão, além dos 3.500 soldados já estacionados no norte do país. A participação em confrontos militares no sul também não faz parte dos planos de Berlim. Dentro da operação na Isaf, a Alemanha é o terceiro país com maior contingente de soldados estacionados no Afeganistão, depois dos Estados Unidos e do Reino Unido.

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