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Mundo

Rússia concede asilo por um ano a Edward Snowden

Ex-consultor da NSA deixa zona de trânsito de aeroporto de Moscou, onde estava havia mais de um mês. Segundo advogado, sua nova localização não será revelada por questões de segurança.

Após mais de um mês de limbo na área de trânsito do Aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, o técnico de informática Edward Snowden, delator do megaesquema de espionagem online americano, conseguiu nesta quinta-feira (01/08) asilo temporário da Rússia.

Procurado pelos Estados Unidos, Snowden estava no aeroporto desde 23 de junho, aonde chegou procedente de Hong Kong com a intenção de seguir viagem. Com o passaporte anulado pelas autoridades americanas, no entanto, foi forçado a ficar. Inicialmente, o asilo lhe dará o direito de permanecer um ano na Rússia. Ele já deixou o aeroporto.

"Snowden deixou o aeroporto. Acabamos de entregar a ele um documento que certifica que ele recebeu asilo temporário durante um ano na Rússia", disse Anatoli Kucherena, advogado do americano. "Ele está num local seguro. A sua localização não vai ser divulgada por razões de segurança, uma vez que ele é o homem mais procurado do planeta."

Durante as semanas que passou no aeroporto, Snowden pediu asilo político a mais de 20 países. Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua manifestaram disponibilidade de aceitar o pedido.

Ex-consultor da Agência de Segurança Nacional (NSA), Snowden revelou, em 10 de junho, em entrevista ao jornal britânico The Guardian, um programa de vigilância em massa de comunicações telefônica e via internet dos EUA.

Na última quarta-feira, com base em documentos fornecidos por Snowden, o jornal britânico mostrou como o sistema de vigilância informática denominado XKeyscore permite ao serviço de inteligência dos Estados Unidos monitorar "quase tudo o que um usuário típico faz na internet".

Segundo o Guardian, trata-se do programa mais abrangente operado pela NSA. Os documentos reforçaram as afirmações feitas por Snowden em sua primeira vídeo-entrevista ao jornal, quando ainda se encontrava em Hong Kong.

"Eu, sentado à minha escrivaninha, posso grampear qualquer pessoa, desde você ou seu contador, até um juiz federal ou até o presidente, se tiver um e-mail pessoal", declarara na ocasião o ex-consultor da CIA.

RPR/afp/ap/efe

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