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Mundo

Rússia avança com comboio humanitário e Kiev acusa país de "invasão direta"

Após uma semana de espera na fronteira, Moscou autoriza a entrada de 300 caminhões com ajuda humanitária em território ucraniano. Sem garantias de segurança, Cruz Vermelha desiste de acompanhar comboio.

O chefe dos serviços de informações da Ucrânia acusou a Rússia nesta sexta-feira (22/08) de "invasão direta", depois que um comboio russo com ajuda humanitária avançou sobre o leste ucraniano rumo a Lugansk, sob controle dos separatistas.

"Isto é uma invasão direta. Sob o símbolo cínico da Cruz Vermelha, estes são veículos militares", afirmou Valentyn Nalyvayshenko, chefe dos Serviços de Informações Ucranianos SBU, citado pela agência de notícias Interfax Ucrânia.

Outro responsável pela segurança ucraniana disse ainda que Moscou é "o único responsável" pela segurança do comboio, que atravessa território controlado pelos separatistas. Pouco antes, a Rússia havia condenado "qualquer tentativa de interromper uma missão totalmente humanitária".

Cerca de 300 caminhões de ajuda humanitária russa – com comida, água, geradores e sacos de dormir – atravessaram a fronteira leste ucraniana nesta sexta-feira pouco depois de o Kremlin ter anunciado que não iria esperar mais para enviar ajuda às zonas em dificuldade. A Rússia classificou como "ultrajante" a espera de mais de uma semana por uma autorização de Kiev.

"Todos os pretextos para adiar a entrega de ajuda às zonas em situação de catástrofe humanitária estão esgotados. A Rússia decidiu agir", afirmou o ministério do Exterior russo em comunicado.

Cruz Vermelha não acompanha

O governo ucraniano tinha posto como condição para a entrada do comboio humanitário que ele fosse acompanhado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha em território ucraniano, com um delegado da organização em cada caminhão.

A Rússia havia dito aceitar que a Cruz Vermelha acompanhasse a coluna, mas a organização voltou atrás na operação devido aos intensos combates que ocorrem na região. Ela anunciou que não está acompanhando o grupo por não terem sido dadas "garantias suficientes de segurança".

"Não faremos parte do comboio de nenhuma forma", disse a agências internacionais Viktoria Zotikova, porta-voz da Cruz Vermelha, depois de a organização ter postado no Twitter que a "situação de segurança é volátil" na região.

Nos últimos dias, a Ucrânia afirmou que suas tropas recuperaram partes significantes de Lugansk, o segundo maior bastião rebelde, e são grandes as suspeitas de que a operação humanitária liderada por Moscou tenha a intenção de frear a retomada da região por Kiev.

MSB/lusa/afp/ap

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