Rússia aprova Start e acordo de redução de armas pode entrar em vigor | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 25.01.2011
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Mundo

Rússia aprova Start e acordo de redução de armas pode entrar em vigor

Rússia e EUA se comprometem a reduzir o número de ogivas nucleares para 1.550, respectivamente, nos próximos sete anos. A quantidade de vetores posicionados deverá ser reduzida para 700 de cada lado.

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Start é acordo de desarmamento mais amplo em 20 anos

A Duma (câmara baixa) do Parlamento da Rússia, aprovou em terceira e última leitura nesta terça-feira (25/01) o tratado bilateral com os Estados Unidos sobre a redução de armas estratégicas (Start-3).

Segundo o novo acordo Start, Rússia e EUA se comprometem a reduzir o número de ogivas nucleares de 2.200 para 1.550, respectivamente, nos próximos sete anos. A quantidade de vetores posicionados deverá ser reduzida para 700 de cada lado. O acordo substitui a versão anterior do Start, expirada em 2009.

O Start (do inglês Strategic Arms Reduction Talks) é o mais amplo acordo de desarmamento nuclear dos últimos 20 anos. Devido a planos anteriores de os Estados Unidos instalarem um sistema antimíssil no centro da Europa, a Rússia não ratificou o Start-2, assinado em 1993.

Cláusulas adicionais

No processo de revisão do tratado, o Congresso norte-americano aprovou uma emenda onde fixa não existir uma ligação entre a redução de armamentos estratégicos e a instalação de sistemas de defesa antimíssil.

Em contrapartida, a Rússia acrescentou ao documento uma cláusula segundo a qual só cumprirá o tratado se o país não se sentir ameaçado por iniciativas armamentistas dos EUA.

O Tratado de Redução dos Armamentos Estratégicos foi assinado em abril do ano passado em Praga pelos presidentes russo, Dimitri Medvedev, e o norte-americano, Barack Obama. O Senado norte-americano ratificou o tratado em dezembro último. A Duma aprovou o Start-3 em primeira leitura a 24 de dezembro de 2010, e em segunda, a 14 de janeiro último.

Nesta quarta-feira, o tratado passará pelo Conselho da Federação, câmara alta do Parlamento russo, onde a aprovação é considerada certa.

RW/lusa/dpa
Revisão: Carlos Albuquerque

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