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Cultura

Rússia "adota" ator francês Gérard Depardieu

Presidente russo Vladimir Putin concedeu naturalização "devido à contribuição de Depardieu ao cinema russo". O ator causa polêmica em seu país por se recusar a pagar imposto de renda de 75% destinado aos milionários.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou nesta quinta-feira (03/01) em Moscou, um decreto que concede ao ator francês Gérard Depardieu a cidadania russa. Segundo nota emitida pelo Kremlin, Depardieu já havia solicitado a naturalização e esta foi emitida em conformidade com o artigo 89 da Constituição da Rússia.

A decisão sai semanas após Depardieu ter ameaçado deixar a França, já que o atual governo socialista do país quer estabelecer imposto de renda de 75% para quem ganha mais de um milhão de euros por ano. O Tribunal Constitucional da França vetou o projeto alegando inconstitucionalidade, porém o governo liderado por François Hollande pretende rever o projeto, que foi o carro-chefe da campanha presidencial.

Gerard Depardieu als Obelix

Gerard Depardieu interpretando a figura cômica Obelix

Obelix foge da França

O litígio do ícone do cinema com o governo francês teve início no começo de dezembro. Depardieu, conhecido pelas interpretações da figura cômica Obelix e recentemente do místico russo Grigori Rasputin, comprou uma casa na cidade belga Néchin, refúgio de diversos franceses ricos que querem fugir dos impostos na França.

O primeiro ministro Jean-Marc Ayrault descreveu a transferência de residência do ator como "extremamente lastimável", ao que Depardieu respondeu anunciando abdicar da sua cidadania francesa. De acordo com o Código Civil da França, a abdicação da cidadania só é possível quando o cidadão receber a naturalização de outro país.

Putin deu o primeiro passo, e agora Depardieu – que também é um empreendedor bem-sucedido, dono de diversos vinhedos, restaurantes e tem ao todo 80 empregados em sua folha de pagamentos – pode decidir se vai correr o risco de pagar 75% de imposto de renda na França ou 13% na Rússia.

PV/afp/lusa/dpa
Revisão: Francis França

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