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Mundo

Rússia adia corte de gás à Ucrânia

Moscou confirma receber parte da dívida do país vizinho, no valor de 786 milhões de dólares. Mas Kiev recusa-se a pagar preço estipulado para produto. UE teme que crise abale fornecimento de gás para o continente.

Ao enviar 786 milhões de dólares para Moscou, a Ucrânia quitou parte de sua dívida de gás com a Rússia. O pagamento, referente ao fornecimento dos meses de fevereiro e março, era um pré-requisito para a continuação das negociações sobre o preço do gás e foi confirmado pelo Ministério de Energia russo nesta segunda-feira (02/06).

Recentemente, a Rússia aumentou a pressão sobre o país com relação ao fornecimento de gás, convocando Kiev a quitar suas dívidas e determinando pagamentos antecipados para as entregas a partir de junho. Caso não houvesse pagamento algum, Moscou havia ameaçado cortar o abastecimento a partir desta terça-feira.

Com o primeiro passo em direção à amortização da dívida, o grupo russo Gazprom adiou o regime de pagamento antecipado. A Ucrânia tem agora até 9 de junho para pagar mais uma parte da dívida. A Rússia assegura que a dívida total da Ucrânia chegava a 5,2 bilhões de dólares — dos quais uma parcela foi, portanto, paga pela companhia ucraniana Naftogaz nesta segunda-feira.

Kiev, entretanto, ainda se recusa a pagar o valor do gás estipulado por Moscou. Enquanto a Ucrânia insiste no preço de 268,50 dólares por mil metros cúbicos, a Rússia exige o valor de 485 dólares — preço maior do que o pago por todos os clientes da Gazprom.

Para esta segunda-feira, está prevista uma nova rodada de negociações em Bruxelas. O objetivo é buscar uma solução para a disputa entre as duas ex-repúblicas soviéticas. A Ucrânia recebeu gás subsidiado do país vizinho durante anos, mas depois da queda do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovytch, em fevereiro, Moscou cortou os descontos.

A União Europeia (UE) teme que a crise e a disputa pelo gás entre os dois países interrompa o fornecimento de gás para o restante do continente. A Gazprom, maior produtora de gás da Rússia, fornece cerca de um terço do gás natural consumido na Europa.

BWS/rtr/dpa/afp

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