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Alemanha

Quem cuidará dos nossos idosos?

Apesar do seguro de atendimento na velhice e de medicamentos cada vez mais eficientes, cresce na Alemanha a preocupação sobre a falta de estratégias para a assistência intensiva aos idosos.

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Entrega domiciliar de alimentos, opção para os que moram em casa

Se atualmente a relação entre profissionais na ativa e aposentados é de quatro por um na Alemanha, calcula-se que em 2050 esta proporção caia para dois por um. A inversão da pirâmide etária traz conseqüências graves, pois ao mesmo tempo em que cada vez menos pessoas contribuem para os cofres da previdência, aumenta o número das que deles usufruem.

Uma doença típica da idade avançada é o Mal de Alzheimer, que, por estender-se durante vários anos e exigir acompanhamento intensivo, implica altos custos. Se de um lado as medidas estipuladas pelo governo para abastecer os cofres públicos ─ justamente prevendo o atendimento destes casos ─ são recebidos por críticas pelos eleitores, por outro, estes também não estão dispostos a arcar com as responsabilidades que lhes caberiam se tivessem de tratar de um idoso demente ou acamado.

Alzheimer é uma demência com várias facetas, vários tipos de sintomas e diferentes quadros clínicos. A perda de memória e as alterações de comportamento são motivadas pela destruição progressiva das células nervosas, sem que ainda tenha sido descoberta a causa desta degeneração. Dos mais de um milhão de pacientes alemães com Alzheimer, acima de 60% são tratados em casa. Assistência em casa x asilo

O reconhecimento prematuro da doença e o tratamento adequado poderiam adiar por alguns anos o sofrimento de paciente e familiares, pois medicamentos para isso já existem. Um dos problemas, entretanto, é que custam em torno de 2 mil euros ao ano. Isso extrapola a cota de medicamentos que podem ser prescritos pelo médico para serem pagos pelas caixas de seguro obrigatórias, e por isso eles temem receitá-los. Por outro lado, um estudo revelou que apenas 30% dos pacientes com plano particular de saúde usam estes medicamentos.

Segundo Hans Gutzmann, presidente da Associação Alemã de Gerontopsiquiatria, a assistência aos pacientes de Alzheimer custa 20 milhões de euros a cada ano na Alemanha. Parte destes custos é coberta pelo seguro de atendimento na velhice, que é descontado em folha de cada trabalhador na ativa e, depois, paga pelo próprio aposentado. A seguradora ressarce o tratamento e a assistência prestados aos velhinhos, desde que tudo seja minuciosamente especificado, o que muitas vezes representa para os familiares uma longa guerra burocrática.

Como hoje em dia muitos pacientes são tratados em casa, geralmente pelas filhas, o Ministério alemão da Saúde preocupa-se com o futuro. Quem cuidará dos idosos daqui a algumas décadas, se hoje a média de filhos por mulher é de 1,3? Para compensar esta deficiência, a ministra Ulla Schmidt sugeriu diminuir o dinheiro do seguro de assistência aos idosos não tratados em casa. A idéia é criticada pelos peritos. Eles argumentam que grande parte dos velhinhos internados em asilos está lá justamente porque não têm quem trate deles em casa.

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