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Alemanha

Queixas contra o robô cirurgião

Cirurgias praticadas por robôs eram consideradas a solução para a medicina do futuro, principalmente para operações de quadril. Porém mais de 200 pacientes testemunham o contrário. Eles quase não conseguem mais andar.

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Martin Börner defende o método

Alertados pela grande quantidade de queixas de pacientes com seqüelas de cirurgias de prótese de quadril feitas pelo Robodoc, os planos de saúde alemães encomendaram um estudo para avaliar se a técnica mecânica tem vantagens sobre a manual. Mais de 200 pessoas submetidas à intervenção cirúrgica com a ajuda do robô-fresa reclamam que mal podem caminhar e ameaçam com uma queixa coletiva por erro médico.

Por garantir enorme precisão, o Robodoc é o cirurgião mecânico mais usado para o processo de fresa nas cirurgias de implante de quadris artificiais. Ele começou a ser empregado por várias clínicas na Alemanha há cerca de dez anos. A mais importante delas é a Clínica de Traumatologia de Frankfurt, onde seis mil pacientes já se submeteram ao procedimento desde 1994, o que corresponde a cerca da metade das operações feitas com o Robodoc no país.

Uma fresa controlada por computador perfura o osso do quadril e o desbasta, para a colocação da prótese. Enquanto alguns médicos confirmam tratar-se de um procedimento arriscado, pois há casos comprovados de danos a músculos e nervos, outros argumentam que a cota de complicações ficou abaixo da média em 2002.

O médico-chefe da clínica de Frankfurt, Martin Börner, é um dos defensores do Robodoc. Ele argumenta que o robô trabalha com precisão, por isso a prótese tem mais contato com o osso, cresce mais rapidamente e dura mais. Mesmo assim, a clínica suspendeu as cirurgias com o robô-fresa quando começaram a se somar as queixas de seqüelas.

Comparação entre métodos manual e mecânico Na realidade, a cirurgia com o Robodoc ainda está em fase de experiência na Alemanha, explica Peter Schräder, ortopedista responsável por um estudo encomendado pelos principais planos de saúde da Alemanha. Segundo ele, entre os 60 artigos de revistas especializadas que avaliou, dois estudos merecem atenção: um não encontrou grandes diferenças nos efeitos de operações realizadas com os métodos mecânico e manual, enquanto o outro advertiu que o Robodoc causa mais complicações. Pareceres que levaram Schräder a concluir que o procedimento não vale a pena.

Um estudo experimental feito em 2004 em ossos de cadáveres demonstrou que a estabilidade das próteses de quadril independe da forma como foi feita a fresa, se manual ou pelo robô, que, aliás, é originário da indústria automobilística.

Um grande número de pacientes prejudicados pelo método mecânico está sendo representado pelo advogado Jochen Grund. Os casos mais graves são bastante antigos, pois a técnica foi bastante aperfeiçoada nos últimos anos, argumenta Grund. Atualmente, as cirurgias convencionais e a técnica do Robodoc são praticamente equiparadas, segundo ele. A procura pelo robô cirurgião, entretanto, diminuiu nos últimos tempos devido às reportagens críticas.

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