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Mundo

Queda de avião pode ter sido ataque terrorista, afirma Rússia

Pela primeira vez, governo russo admite possibilidade de que atentado terrorista pode ter causado a tragédia com o voo da Kogalymavia no Egito, mas ressalva que investigações prosseguem.

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Restos da aeronave que caiu no Sinai, no Egito

O governo da Rússia admitiu nesta segunda-feira (09/11), pela primeira desde a queda de um avião russo na Península do Sinai, há nove dias, que um atentado terrorista pode ter causado a tragédia.

"Um ataque terrorista está entre as possíveis causas do que aconteceu", afirmou o primeiro-ministro Dmitri Medvedev numa entrevista ao jornal estatal Rossiskaya Gazeta. Desde a queda do avião, em 31 de outubro, a Rússia se recusava a admitir abertamente que o desastre poderia ter sido causado por um atentado.

Medvedev, no entanto, ressaltou que as causas ainda estão sendo investigadas. O Reino Unido foi o primeiro país a admitir a suspeita de que um atentado terrorista causou a tragédia no Sinai, suspendendo na quarta-feira passada todos os voos de e para o balneário egípcio de Sharm el-Sheikh.

Lono em seguida, foi a vez de fontes de segurança dos EUA e da Europa afirmarem que havia evidências de que uma bomba colocada por um grupo afiliado ao "Estado Islâmico" seria a provável causa do desastre.

Na sexta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a

suspensão de todos os voos

da Rússia para o Egito até que a causa do desastre aéreo seja esclarecida. Após a suspensão, Moscou iniciou a repatriação de turistas.

De acordo com Medvedev, 25 mil russos voltaram para a casa no final de semana e 55 mil ainda estão no Egito. Segundo estimativas do governo, serão necessárias quase duas semanas para repatriar todos os turistas russos. Por motivos de segurança, as bagagens são transportadas em aviões de carga fretados pelo governo.

Nenhuma falha técnica

O diretor-executivo da Airbus, Fabrice Bregier, afirmou nesta segunda-feira que, até o momento, a investigação não detectou nenhuma falha técnica no avião da Kogalymavia. "Mas nós temos que esperar a conclusão das investigações", ressaltou.

O Airbus A321 partiu no dia 31 de outubro do balneário egípcio de Sharm el-Sheikh com destino a São Petersburgo, na Rússia, com 224 pessoas a bordo. O voo foi interrompido cerca de 20 minutos após a decolagem.

Um grupo jihadista egípcio sediado no Sinai e aliado do "Estado Islâmico" reivindicou a responsabilidade pela queda do avião, dizendo tê-lo derrubado em resposta à intervenção militar russa na Síria. Se confirmada essa suspeita, esse seria o primeiro ataque do grupo extremista na aviação civil.

CN/afp/dpa/lusa

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