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Mundo

Quatro pessoas com sinais de contaminação em Hamburgo

Vítimas mantiveram contato com o empresário russo Dimitri Kovtun antes de ele embarcar para Londres. Governo alemão pressiona Kremlin para que colabore com as investigações.

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Automóvel é examinado em Haselau, nas proximidades de Hamburgo

Quatro pessoas que mantiveram contato com o comerciante russo Dimitri Kovtun em Hamburgo apresentam sinais de contaminação com polônio 210, segundo informações da polícia alemã divulgadas nesta segunda-feira (11/12). São elas a ex-mulher de Kovtun, de 31 anos, seus dois filhos (de 1 e 3 anos) e seu novo companheiro (de 27 anos).

Todas as vítimas foram levadas a um hospital, onde passarão por exames para verificar se a substância radioativa chegou a penetrar no organismo. Os resultados dos exames deverão ser conhecidos nos próximos dias.

A Scotland Yard está participando das investigações na Alemanha. Nesta segunda-feira, um investigador britânico chegou a Hamburgo para auxiliar as autoridades alemãs.

Segundo a imprensa russa, o ex-agente secreto Andrei Lugovoi foi interrogado por agentes britânicos e russos em um hospital de Moscou. Lugovoi e Kovtun são considerados pela Scotland Yard peças fundamentais para o esclarecimento do caso.

Governo alemão pressiona

Na noite deste domingo, a chanceler federal Angela Merkel pressionou o governo russo a colaborar com as investigações do caso Litvinenko. Segundo ela, a atitude seria importante para a imagem da Rússia no exterior. As declarações foram dadas à rede de televisão ARD.

Merkel classificou como "preocupante" que se repitam casos não esclarecidos, como o da jornalista russa Anna Politkovskaia. "Isso não é um bom sinal e tem de mudar", disse.

O embaixador da Rússia em Berlim, Vladimir Kotenev, repudiou as advertências de Merkel. "As nossas autoridades estão cooperando também com a Scotland Yard", afirmou. Ele disse que o ministério público russo abriu seu próprio inquérito e garantiu que o seu país não está menos interessado do que os outros em saber a verdade.

Vestígios em Hamburgo

No final de semana, a polícia já havia encontrado sinais de polônio 210 nos apartamentos da ex-mulher e da ex-sogra de Kovtun, em Hamburgo e na cidade vizinha Haselau. Nesta segunda-feira, continuaram sendo feitos exames nas residências.

Em 1º de novembro, Kovtun se deslocou de Hamburgo para Londres para falar com o ex-espião Alexander Litvinenko, morto no último dia 23 de novembro por envenenamento com polônio 210. Na noite anterior, ele pernoitou no apartamento da ex-mulher em Hamburgo.

O avião em que Kovtun se deslocou, um Airbus da companhia aérea alemã Germanwings, também foi examinado pela polícia para detectar eventuais resíduos de radioatividade, mas nada foi encontrado.

A polícia britânica suspeita que Litvinenko foi contaminado no dia 1º de novembro num encontro no hotel londrino Millennium. Tanto Kovtun como Lugovoi participaram do encontro. Segundo a imprensa russa, os dois estariam internados em hospitais de Moscou devido à contaminação com polônio 210.

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