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Economia

Quanto se ganha na Alemanha

O Departamento Federal de Estatísticas (Destatis) revelou quanto ganham em média operários e funcionários na Alemanha, homens e mulheres, no leste e no oeste, 13 anos após a reunificação.

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Operário na linha de montagem da Ford, em Colônia

O salário bruto médio de pessoas empregadas na indústria, no comércio, em bancos e seguradoras foi de 2835 euros (9639 reais) em 2001. Para chegar a essa conclusão, o departamento colheu dados entre as 27 mil empresas desses setores que tem mais de dez funcionários. Em termos estatísticos, pode-se definir em linhas gerais o perfil de quem mais ganha na Alemanha: essa pessoa é do sexo masculino, é funcionário contratado e mora na parte ocidental do país.

Aumento menor do que a produtividade

Comparando-se ao último levantamento, com dados de 1995, o salário bruto aumentou 16% em seis anos. O que parece um aumento considerável vai diminuindo à sua real proporção tendo-se em conta outros dados. Assim, descontando-se a inflação, permanece um aumento de 6%. No mesmo período, a produtividade aumentou quase 9%. Ou seja, os salários não acompanharam o ganho das empresas com o trabalho mais produtivo de operários ( Arbeiter) e funcionários ( Angestellte). O salário líquido, então, descontados os impostos e contribuições, é outra estória.

Naturalmente há grandes diferenças conforme a profissão, embora estas sejam bem menores do que no Brasil. Quem mais ganha são os gerentes (5800 euros), seguidos dos químicos e engenheiros químicos (5100 euros bruto). No final da escala de salários nos ramos pesquisados estão os caixas e vendedores, com uma renda mensal bruta entre 1800 e 2000 euros.

Desequilíbrio na balança leste-oeste

As diferenças salariais entre a parte ocidental do país e a oriental, onde reinava o regime comunista antes da reunificação, continuam existindo. Quem trabalha em tempo integral no leste ganha, via de regra, 30% menos do que um colega no ocidente (2001). Em 1995, quando se deu o primeiro levantamento de dados após a reunificação, a diferença já era de 29%.

As causas dessa discrepâncias são as seguintes, segundo Johann Hahlen, presidente do Destatis: no Leste predominam os operários e estes ganham menos do que os funcionários administrativos. No Leste também há maior porcentagem de mulheres trabalhando nesses setores. E as mulheres ganham bem menos do que os homens, o que vale para todo o país.

Mulheres ganham menos

As mulheres, em geral, ganham 22% a menos do que os homens. A diferença é bem maior entre os funcionários contratados: mais de 30%. No entanto, isso não significa que haja diferentes salários por sexo para a mesma função. As leis garantem a equiparação. O que acontece, é que os homens ainda ocupam a grande maioria dos empregos mais bem pagos.

Kassierin und der Euro

A maior parte dos caixas nos supermercados são mulheres

"É fato conhecido que muitas mulheres escolhem profissões tidas por tipicamente femininas, com salário baixo. Basta dizer que nas secretarias as mulheres predominam com 92%, entre os digitadores de dados elas são 82%, e entre os telefonistas, 82%. No comércio não é muito diferente: 59% dos vendedores e 79% dos caixas são mulheres", diz Johann Hahlen.

Como um grande número de mulheres se concentra nessas profissões de ganhos menores, tem-se a razão da diferença salarial. Contudo, há motivo para esperança. Os salários das mulheres aumentaram 20% nesses seis anos, enquanto os dos homens tiveram aumento de 15%. Isso pode ser um indício de um leve aumento do número de mulheres em profissões com um salário um pouco melhor.

Quanto sobra depois das contribuições

Independentemente do sexo, o que conta, de fato, é quanto se tem no bolso, o salário líquido. Do salário bruto médio de 2835 euros, restam 1800 euros, após os descontos para aposentadoria, saúde, seguro-desemprego, imposto de renda e taxa de solidariedade para a reconstrução do leste. Eles perfazem cerca de 35% na média estatística. Mas quem ganha mais tem descontos mais altos, principalmente por causa do imposto de renda.

As contribuições para a Previdência e outras acima mencionadas aumentaram nos últimos dez anos, saltando de 16,4% do salário bruto em 1990, para 18,7% em 2001. Por isso, a porcentagem do salário líquido real em relação ao bruto diminuiu de 69% em 1995, para 64,7% em 2001. Em suma, os alemães que trabalham na indústria, no comércio, em bancos e seguradoras ganharam mais, mas não tiveram muito mais dinheiro no bolso, devido ao peso, cada vez maior, da quota do Estado.

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